Os sonhos nascem das palavras
Ditas ou pensadas …
Não existe nada mais poderoso
Que as palavras nem o tempo as consegue apagar.
As palavras não se deixam apanhar
Pelo mainstream … de quem não cultiva a erudição mental …
Temos que cultivar o intelecto
E a sapiência
Para as conseguir interpretar.
É assim desde Homero
Um escritor, e poeta grego,
Que escreveu com a sua pena
As aventuras de heróis e deuses
Loucos pelos cabelos loiros de Helena.
As letras são uma espécie de grande fogueira
Que nunca arde mas ilumina
Pelo menos desde os sumérios,
Toda a humanidade.
E tudo teve início numas pequenas placas
De barro cozido com escritos em cunha
do tamanho de uma unha
Mas que se conseguia ler e compreender o significado.
Muito Sol já apareceu
E desapareceu no horizonte
Desde esse tempo …
Muita palavra foi escrita muitas vezes
Em condições precárias,
Enquanto o seu autor procurava pessoas
Para ser lido, compreendido e se dar a conhecer
Toda a Arte tem início com palavras
Ditas ou pensadas sem estas
Não existe algo que a sustente apenas concretizações desconexas
Imperceptíveis sem base para sustentar um pensamento
Analítico, concreto, imorredouro.
As letras são uma árvore gigante primordial com longos troncos,
Que crescem em florestas secretas ditadas
Pelo entendimento humano.
Em qualquer local do planeta escritores
E poetas alimentam a dita árvore com novos ramos
E folhas ditosas do seu legado.
As palavras por vezes
São maiores que o pensamento
Porque idealizamos algo no início da nossa vontade de fazermos algo …
E nasce um desiderato completamente diferente
Do que tínhamos pensado mas superior mais belo, mais bem congeminado.
Estas são vento, granizo, tempestade,
Calma e vontade de mudar as coisas, moldam tudo a sua volta …
Pelo menos desde que a humanidade
As aprendeu a desenhar em pequenas placas
De barro cozido em Ur, Lagash ou Nippur.
Contando factos, histórias, pactos, actos grandiosos
E grandes progressos …
Que só ficaram impressos, porque essas palavras foram gravadas,
Por alguém no tempo e no espaço ao longo de milhares de anos.
E preciso ler e cultivar o intelecto
Para não cairmos nas escadas
Dos nossos próprios pensamentos
E sermos ultrapassados
E ficarmos sem norte
Vendo os outros evoluir
É nós sempre a cair
No esquecimento ...
Queremos coisas diferentes com sabor a novo
Mesmo ...
Que demore algum tempo
A sermos lidos,
Aceites.
Ouvidos …
E compreendidos.
Palavras são aonde poisamos
O nosso pensamento ...
Antes que o vento
Os leve para longe ...