Os sonhos rasgam montanhas
Transformam os desertos em mares
Sombras em luz … ódio em amor
Bestas em animais submissos.
Agigante-te sobe as tuas escadas num supetão …
Mesmo que ninguém te dê a mão … vai …
E converte todos os teus problemas
Em inspiração para subires mais alto
Lá aonde poucos se aventuram,
E os teus medos e inseguranças vão …
Aos poucos mas vão … voando, saindo de ti ... afastando-se …
E deixam de estar na tua esteira …
E desfazem - se como fagulhas numa grande fogueira.
E nesse momento estás a navegar
Num mar de senhoras cheio de Sol, espuma
E água transparente … vês e ouves sorrisos e elogios …
E as tuas metas pessoais, que pareciam inatingíveis,
Ausentes de ti ... distantes ... fazem uma vénia
À tua determinação indomável
E no meio do vento temperado e do azul imaculado,
Acompanham-te pela praia dos teus sonhos …,
Levando-te a ti aos ombros …
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Agiganta-te
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Monte das intempéries
Monte das intempéries
Vi-te a subir o velho monte
Enquanto o vestuto monte subia contigo ...
De lenço na cabeça
Ninguém te parava
Em relação a chuva
Por vezes forte ...
Não lhe ligavas nada ...
Porque mesmo assim era suportável.
E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …
Só querias concretizar o teu objetivo
Ler as letras miudinhas
E as parangonas dos jornais
Que de vez enquanto
Os teus pais traziam, para embrulhar
Produtos comprados nas lojas do povo
Mas que não conseguias entender
Porque não sabias ler.
Às vezes o vento vinha
Furioso e altivo
Para testar a tua vontade …
O teu equilíbrio
Mas por mais forte que fosse
Continuavas firme no teu caminho.
E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …
Nem todos percebiam o teu querer
Para que querias
Aprender a ler?
E as terras ficavam por amanhar?
E tu respondias
A mãe natureza por vezes
Também precisa de descansar.
Por essa razão
Só podias ir juntar as letras
Nas intempéries com o mau tempo
Porque não podias trabalhar nas terras
De lenço na cabeça
Pela estrada de areia batida fora subias
Os quatro quilómetros porque querias aprender,
Aquilo que o teu entendimento
Entendia que tinha de ser ...
E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …
As senhoras da nobreza que ensinavam
A ler e a contar
Recebiam-te sempre bem
E preocupavam - se contigo por vires à chuva pela estrada …
E tu respondias está tudo bem já estou habituada.
Ficavas numa sala ricamente decorada
Aonde havia um retábulo, uma custódia e quadros nas paredes
E aos poucos … com a leitura e os ensinamentos
Sentada junto a uma mesa com outras adolescentes
Iam todas ficando cada vez mais sapientes.
Alegre e bem disposta.
Os oito quilómetros não faziam diferença …
Porque a tua crença
Em aprender era mais forte
Mesmo cansada com o corpo molhado e moído
Chegavas feliz a casa.
Por o muito que conseguias aprender
Em cada viagem.
E algum tempo depois
De subir o velho monte
Enquanto o vestuto monte subia contigo
As letras começaram a fazer sentido
E já conseguias ler não sem alguma comoção
Jornais, revistas e livros ...
E a águia passava
Lá em cima? Passava ...
E o mocho no meio
Do bosque escondido entre
As folhas piava … piava só para te disser
Que lá estava …
domingo, 26 de abril de 2026
Vai
Vai
Agarra em papel e caneta e vai
Par aonde o teu espírito te levar
Queres voar por cima das nuvens vai ...
Queres voar no meio das flores vai ...
Queres perceber aonde nasce o vento vai ...
Queres dançar no meio das ondas vai ...
Não deixes que ninguém te diga
Para aonde não podes ir …
Não te deixes cair no mainstream
Aonde nada nasce e tudo mirra …
Existem momentos na vida
Aonde só temos a nossa verdade
E uma força indomável de vencer …
Ninguém mais pode fazer acontecer os nossos desejos…
E todos os abraços e beijos que conseguires dar são teus
E tudo o que almejares e conseguires conquistar
Também te pertence
E já ninguém te pode tirar.
Amarra-te só a quem gosta de ti
Quem não gosta deixas os ir
Porque essas pessoas também têm
O seu destino para cumprir …
E tu não fazes parte dele,
Por mais que te custe.
Mas à sempre alguém especial
Que nos faz sentir vivos e contentes
São essas pessoas que te esperam
Para conviveres.
So tens que agradar sem
Seres servil …
Ajudares sem pedir nada em troca
Aceitares a crítica se for construtiva
Dizeres a verdade e não a mentira
Procurara fazer o que mais gostas
Porque só assim serás feliz
Por todos esses motivos vai com a
Tua verdade no bolso e o teu sorriso
Mas não passes a vida sozinho apenas
Focado em ti … vai e descobre
O teu caminho … e partilha - o com alguém
Que te ajude a cumprir o teu destino …
sábado, 18 de abril de 2026
Afasto-me
´
Afasto-me
Afasto-me … afasto-me silenciosamente
Pela beira da estrada sigo …
Pelo caminho das pedras vou … se for preciso …
Quero ser independente da opinião dos outros
E desfrutar da vida como bem entender.
Cada um com a sua verdade
Colhe as flores do prado,
Feliz e inocente ...
Se errarmos? Quem nunca errou?
É preciso é seguir em frente.
Esquecendo alguns dias menos conseguidos …
Guardamos os nossos segredos,
E desfrutamos dos nossos amores …
Que um dia pensava-mos terem
Ficado perdidos entre os rochedos …
No meu degrau dourado procuro
No meu interior ... o equilíbrio
Que me torne um conquistador
De sonhos que um dia criei
Na minha mente e que não vão poder
Ficar muito mais tempo longe
De mim …
Porque tudo na vida vai prescrevendo e também o encanto que temos por algo
Se demorar muito vai se desvanecendo …
Se tudo fosse fácil a vida não tinha interesse,
Temos de subir a montanha
Quase todos os dias ...
A vida não é uma montanha que temos de subir e sim uma cordilheira,
São várias montanhas, escolhemos a que queremos
E não paramos mesmo depois de envelhecermos …
Enquanto houver montanhas
Para escalar …
É algo que é preciso não esquecer também existirá sempre vontade de viver.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Tento
Tento
Tento escrever dias, noites e silêncios
Procuro em mim algo que esclareça
Quem sou …
As flores do meu jardim
Olham-me esperando algo novo para as animar e fazer sorrir …
Ouço o piano dos prados
Para tentar descobrir o que colocar
No próximo ditame
Que a minha alma produzir …
A poesia é uma espécie de água benta
Aonde lavo os meus pecados
Mas estes já cá estavam antes de nascer …
Fazem parte da condição humana de todos nós.
Cada um tem a sua razão
A sua verdade …
E a sua história para contar
Á quem a esconda não os levo a mal existem coisas que é melhor nunca revelar.
Joguei ás cartas numa jangada perdida
No rio …
Mas por pouco tempo
A vida não é um jogo de cartas
Mas de xadrez, temos que ter muito cuidado com o caminho que decidimos percorrer
Existem minas por todo lado.
Tentei fixar paisagens
Amores, desejos e vontades …
Imitar Alexandre “o grande” nos seus combates …
E conquistar o mundo com a minha Arte.
Subo nos ombros de gigantes
Para ver mais longe
Derrubo muros com a fronte
Lá ao longe vejo qualquer coisa profunda, pura e diferente …
Não com os olhos mas com a mente …
É preciso reinventar a Arte o mundo as pessoas …
O amor e tudo e tudo e tudo …
A poção mágica da evolução
É a nossa salvação … sempre foi e será …
E o mundo vagueia no espaço
Por entre estrelas e cometas, luas e planetas,
Á procura de um caminho seguro
E de um melhor futuro que tarda em se materializar.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Escrito no vento
Escrito no vento
Não consigo parar o vento
Nem o tempo …
Só a continuidade da nossa prole
Nos garante a sobrevivência da espécie.
Por isso construímos obstáculos
Para os conseguir ultrapassar
E observamos outros mundos,
Para um dia os podermos conquistar.
Mas o mundo não é só economia
Conquistas e guerras …
Ou discursos vazios de
Quem vem para tudo menos
Para nos salvar …
Por essa razão …
Prefiro observar o verde campo
Que um dia já esteve coberto
De neve fria …
E de ver a alegria das pessoas
Que se banham no mar gélido
Para aquecerem a alma e esquecerem a rotina
Do dia a dia …
Gosto de ouvir o som dos pássaros
Que não cantam só porque sim
Procurando na sua vontade e algures no seu jardim interior
Cantigas e cânticos que os ajudem a conquistar
Algum dia … o seu verdadeiro amor.
E o planeta movesse e o povo vai
Agarrado às suas raízes e a terra que os viu nascer …
Procuram promessas escritas no vento
Porque é sempre tempo de conquistar os nossos desejos.
Mesmo quando estes parecem tão distantes
Mas ainda tremulam
Ao longe na luz hesitante …
Mas já nada é como era dantes …
domingo, 4 de janeiro de 2026
Vontade
Vontade
Porque será que uma coisa tão pequenina
A vontade …
Tão grandes feitos consegue criar?
A vontade … não é um órgão estrutural
Humano mas aparece sempre por aqui
A bailar … no meu pensamento.
Mesmo que não esteja inspirado
Avanço … e escrevo,
Um poeta que espera pela inspiração …
É um amador.
Vou buscar a minha poesia a qualquer lado …
Só tenho de estar atento à
Minha mente …
Algo me ficou no ouvido, ao ouvir a minha turba …
A falar sobre qualquer coisa que fixei …
Por uns momentos.
A voz do povo é a voz de Deus
Não lhe consigo ficar indiferente
Trazem consigo a sabedoria de
Antanho que mesmo que quisesse não lhe
Conseguia ficar estranho, porque contém em si muita verdade.
Um saber grande consegui juntar
Algures agarrei o rio para o atravessar
Criei … amarras para a superfície me manter …
Enquanto os grandes poetas de vez em enquanto ia ler
Apartando-me assim um pouco das pessoas.
Vi sombras mas também vi o Sol
Consegui assim sair da escuridão
E deixei entrar a luz …
Mas não o suficiente para me cegar
E pensar que o mundo é todo cor-de-rosa.
A montanha sobe acima das nuvens
Subia-a descendo por um vale interior
Ultrapassei momentos dolorosos … como?
Também não sei … talvez acreditando na vida para além da dor …
Mas na existência se não houver obstáculos para ultrapassar …
Pontes para construir, muros para destruir … pessoas a quem Nos entregar …
Para aonde vamos?
Temos de acreditar sempre que algo de bom está para chegar …
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