Na minha jangada ao sabor do vento deslizo pelas águas do meu pensamento,
O Sol acompanha-me enquanto pode … com os seus raios de claridade pura.
A noite desce o seu manto nocturno pelo firmamento,
Vejo-te no horizonte deitada na abóbora celeste. vestida só de jóias, olhas-me como se fosses para a minha alma o seu único sustento …
A tua beleza, os teus cabelos soltos, parecem a estrutura que sustenta toda a minha vontade …
Em te ter presa aos meus pensamentos ...
A Selene desce os seus raios límpidos sobre mim
Pareço pequeno na imensidão …tu és a luz que me permite encontrar as minhas reflexões,
Na escuridão …
A jangada segue por entre gritos e silêncios, encontros e desencontros,
Sonhos perdidos mas que ainda penso em descobrir mais à frente ...
Enquanto me tentam reconhecer como um progenitor que ainda não acabou a sua obra
E que nunca esteve de si ausente ...
A serpente da descrença emerge do mar profundo,
De presas afiadas e olhar penetrante
Para colocar dúvidas no meu pensamento,
Por essa razão, a minha admiração por ti aumento …
Para me iluminares enquanto deito no mar tudo o que me pode cegar, por não conseguir alcançar o propósito que tenho em mente,
Evoluir para não cair no marasmo, deixar tudo por plantar e deixar-me secar todo por dentro,
Será que me vês enquanto viajo e me procuro na imensidão ilimitada entre o espaço e o tempo?