domingo, 21 de janeiro de 2024

Voando sobre a planície

 Um homem nos Estados Unidos da América fecha a porta de casa e  sem saber como é atirado ao ar ficando a flutuar no espaço mesmo por cima das árvores. O nome dessa pessoa é Mr Williams carpinteiro de profissão homem dos seus trinta casado dois filhos. Ficou preocupado sem saber o que fazer, a primeira reação foi agarrar-se ao telhado das casas mas sem sucesso. Depois de olhar para a esquerda e para a direta percebeu que estava no meio de um tornado que o mandava de um lado para o outro. Mas todo este movimento era feito docemente Mr Williams podia assim ir observando o que se passava por debaixo de si. Não percebeu muito bem o que estava a acontecer mas como  não conseguia descer decidiu aproveitar o fato de estar no ar para observar o que o rodeava. Nem queria podia voar como um pássaro decidiu dar umas voltas sobre si próprio enquanto tentava perceber o que estava a acontecer. Aos poucos percebeu que estava a ser arrastado no ar por um tornado. Tentou descer mas nada o ar empurrava com muita força teve de se deixar ir. Lá em baixo uma fila inteira de casa sem telhado. Numa rua que conhecia muito bem a sua. Williams foi passando por cima as casas e observando o que havia dentro das casas e das garagens sentia - se um pim pim Tom mas como estava numa situação complicada pouco lhe importava o que pensavam sobre ele. Viu sobretudo pessoas dentro das casas a arrumar os seus pertences que tinham ficado espalhados pelas divisões das casas. Olhou atentamente para o interior das casas e foi descobrindo aqui e ali o que os vizinhos tinham comprado ao longo do tempo e achou graça a poder olhar para dentro das casas sem ser visto. Quando estava mesmo por cima da habitação da casa dos Jones  achou graça por estarem aos beijos na cama mas ficou perplexo ao notar que estavam duas mulheres e um homem em pleno ato sexual … ai a comunidade tinha de saber o que se estava a acontecer não ia ficar calado é que não ia mesmo. O tornado continuo a levá-lo pelo ar e passou por cima de mais uma casa e lá estavam os vizinhos neste caso um casal e beber álcool e a dançar todos nus numa das divisões da casa  mas o que é que se passava com os seus vizinhos estava tudo maluco? Estava farto queria descer mas não conseguia ainda tentou agarrar-se a uma árvore mas não conseguiu e foi quando olhou para baixo e viu a senhora Waters casada com o senhor Stathan aos beijos com outro homem mas como é que era possível semelhante acontecimentos? Williams percebeu que se estava a aproximar da sua habilitação será que ia descobrir numa das divisões da casa a sua mulher com outro homem? Olhou e viu a sua casa e pensou que tinha de sair dali mas como viu um ramo de uma árvore e agarrou-se com todas as forças sentou que o tornado estava ainda muito forte mas não largou o ramo de árvore e foi se libertando do tornado mas também ficou sem a força que sustentava o seu peso e sentiu que estava a cair agarrou-se firmemente ao ramo mas as mãos escorregadias cederam ao peso e sentiu o seu peso cair no espaço vazio. Quando estava quase a estatelar-se no chão. Acordou em cima de uma cama.

<Ai!> Gritou!

Olhou em redor reconheceu os móveis e percebeu que estava no seu quarto e respirou fundo.

<Foi só um pesadelo deve ter sido do marisco que comi se calhar estava estragado.>

Lá ao fundo da parte sul um enorme tornado aproximava-se da cidade. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Um tigre na esplanada

 Um café no centro de uma cidade ao pé de uma escola. O estabelecimento é de tamanho médio com uma esplanada, salpicada de mesas e cadeiras de cor branca, no meio de vários chapéus de Sol. Lá dentro mais mesas e cadeiras da cor da madeira dão um aspeto majestoso áquele café. O balcão de madeira de mogno com os seus bolos, sumos e salgados perfilhados dão fome só de olhar para eles. Dentro do balcão uma máquina de tirar café, outra de lavar loiça e outras máquinas. No teto várias luzes iluminam o espaço e uma ventoinha mantém a temperatura amena. Numa das paredes bem no centro uma imitação de um mapa mundo do século XVI faz uma pequena homenagem ao antigo Império português. Tem quatro empregados todos com cerca de quarenta anos que estão sempre atarefados com algo para fazer, ou estão a tirar cafés ou a atender clientes de bandeja na mão ou a lavar loiça. Dentro do café um tigre está sentado numa mesa ao pé da máquina de gelados, do outro lado, ficam as casa de banho. É um animal de meia idade na sua juventude gostava de se sentar na esplanada, para todos o verem com as suas lindas cores, branca, cor de laranja, riscas pretas e longos bigodes, mas agora prefere o recato de uma mesa mais discreta.  Daquele lugar o Pantera tigris consegue observar os empregados e quem entra e quem sai do estabelecimento. É um observador nato que gosta de olhar para as pessoas para ver como estão vestidas, ouvir as suas conversas e tentar perceber quem são. Uma senhora com cerca de oitenta anos é uma das primeiras a entrar no estabelecimento dantes sentava-se sozinha mas neste momento três outras senhoras sentam-se ao pé dela, porque perceberam que estava sempre só, outra mulher de cerca de sessenta anos senta-se na companhia de uma prima gosta de ficar do lado direito lá ao fundo, os seus três filhos são a sua preocupação por não quererem estudar. E a senhora Eduarda não sabe bem o que será deles no futuro sem estudos. A meio da manhã um velhote já nos setenta anos, sempre de fato e gravata, óculos, chapéu e jornal debaixo do braço, entra no estabelecimento e sentasse numa mesa ao pé da janela, de vez enquanto gosta de olhar lá para fora.  É o Senhor Silva como lê o jornal está sempre bem informado e é um crítico do sistema por considerar que os portugueses podiam estar muito melhor do que estão. Na hora do almoço é quando o café fatura mais as mesas estão cheias e mais houvesse mais clientes teriam. O tigre preocupa-se vê e suspira, porque percebe que os portugueses cada fez tem menos dinheiro e dividem uma dose para três e depois ainda vão ter de trabalhar a tarde toda só com meio estômago cheio, o que é custoso e não faz nada bem à saúde. Alguns trazem sandes de casa para comer a meio da tarde ou uma peça de fruta.

«Melhores dias virão o país é pobre.» Dizem os clientes. 

A meio da tarde surge uma mãe e quatro filhos três meninos e uma menina estão bem vestidos, comem com os olhos e nunca estão satisfeitos, de vez enquanto fazem birras mas o tigre lançam-lhes um olhar duro e eles acalmam, permitindo à sua progenitora descansar um pouco. Já rosnou uma vez a um menino que levantou a mão para a sua mãe o garoto estremeceu todo e daí por diante portou-se sempre bem pelo menos no café. Os empregados estão sempre atarefados mas não se queixam do trabalho, sempre bem vestidos com as suas calças pretas, camisa branca e na gola um papillon da mesma cor, parecem deslizar no espaço enquanto servem os clientes, nota-se que gostam do que fazem. O Sr Manuel de bigode farfalhudo e cabelo curto, é o dono do estabelecimento queixa-se que tem de pagar muitos impostos mas vai levando a vida para a frente

«É um dia de cada vez» Afirma.

O tigre gosta de refletir sobre a sociedade e aquele café é um pequeno micro cosmos do que acontece no país onde vive. As preocupações dos progenitores com os seus filhos, a solidão dos idosos, a má educação dos mais novos,  o custo de vida cada vez mais alto e os salários com aumentos irrisórios que nem sequer por vezes compensam a inflação. Mas como é um optimista pensa que um dia as coisas vão mudar para melhor. O poderoso animal ao entardecer quando o Sol já quer ir dormir levanta-se e vai para casa, gosta de andar ainda com alguma luz embora veja bem de noite. A maior parte das pessoas já estão nas suas habitações a descansar,  têm as luzes acesas da sala de jantar as outras estão apagadas para poupar na electricidade. O tigre gosta de dormir lá em cima nas árvores enquanto os seus olhos percorrem a noite escura, para adormecer conta as estrelas e observa o horizonte. Só não gosta da chuva quando chove vai se abrigar numa escola abandonada mas ainda em bom estado e fica a imaginar as crianças que costumavam aprender a ler e a escrever dentro das salas e a brincar no pátio. Nas paredes ainda se vêem os desenhos dos pequeninos a lápis de cor. Por vezes consegue ouvir os seus risos. Aonde estarão? O mais certo é metade ou mais terem emigrado com os seus país mas concerteza que um dia voltarão ao país que os viu nascer para viverem e properar, quando as mentalidades tiverem mudado e evoluido e os portugueses perceberem que a sociedade é feita por todos nós e que as pessoas recebem aquilo que dão, se todos respeitarem os seus direitos e deveres vão de certeza descobrir um país muito melhor.  O pantera tigris lembe o seu corpo e enrola a cauda sobre si mesmo deitado sobre uma das mesas da antiga escola. Por vezes ainda fica a pensar no café e nas pessoas que vê todos os dias e sente-se feliz por fazer parte da vida daqueles cidadãos. Depois adormece no meio do silêncio apenas interrompido com o som dos grilos ecoando lá fora.  


sábado, 25 de novembro de 2023

Para quem te quer

Para quem te quer bem

Sorri de contente …

Porque isso acontece muito raramente

Sorri de contente …

Nas voltas que a vida dá

Nunca sabemos 

Quem nos quer bem, 

Que sonhos vamos realizar …

Quem nos vai abandonar 

Que portas se vão abrir 

E que portas se vão fechar.

Mas …

Para quem te quer bem 

Sorri de contente 

Porque isso acontece muito raramente 

Sorri de contente. 

Se o cupido te enganou 

E não foste feliz 

Numa relação …

E o teu coração 

Prefere agora estar só 

Porque se habituou ao silêncio

E às pequenas rotinas 

E assim quer estar … não fiques 

A pensar no porquê das coisas 

Porque assim nada resolves.

Para quem te quer bem 

Sorri de contente

Porque isso acontece muito raramente 

Sorri de contente …

Quando seguimos 

Pela nossa estrada  

Que escolhemos no meio de tantas

Possibilidades e ainda encontramos 

Quem nos quer bem, 

E se preocupa connosco …

Sorri de contente 

Porque isso acontece muito raramente

Sorri de contente …




quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Horizontes poéticos

Tu desces

 E depois sobes como um pássaro 

 Rasgando horizontes a cada braçada …

 E vais e voltas

 E pensas em mudar tudo 

 E entras em caminhos que não sabes 

 Por aonde vão dar … 

 Talvez se conseguisses mudar algo na tua pessoa 

 Tudo seria diferente 

 Mas quando dás por ti …

 Só lá estás tu e os sonhos do costume 

 Os mesmos de sempre a implorar por atenção 

 E tempo … 

 Se cada um é para o que nasce porque que no meu caso 

 Seria diferente …

 Questões … questões … questões 

 Já não caiu nos alçapões do costume 

 Se me tentam placar … respiro fundo 

 E vou em frente e faço de conta que não vi …

 E nado na minha piscina interior 

 E observo meu o Sol em todo o seu esplendor e depois

 Almoço um repasto de letras, paragrafos e sons. 

 Quando se tem um propósito,

 Na vida nada nem ninguém nos consegue deter

 E tudo o que nos acontece de menos bom

 É água que escorre para o poço aonde 

 Os poetas lavam o rosto ...

 E preparam as asas para voar mais longe.

 O mundo divide-se em dois tipos de pessoas 

 Os que construem novos mundos  

 E os que tentam destruir os sonhos alheios não tem de ser assim se cada uma gostasse do que faz …

 O mundo seria muito diferente ... para melhor. 

 Vejo-me lá ao fundo como o mundo é redondo acabarei 

 Por me encontrar por enquanto vou rasgando horizontes

 A cada braçada ... achando graça 

 Quando só existe silêncio e pensamentos 

 E uma escada invisivel mas tangivel para ver mais longe ...

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Decidiste

  Decidiste entrar quando tudo 

  Pedia para saíres …

  Por aquela porta estreita,

  Que existe na tua alma 

  Não foste tu que escolheste a poesia 

  Foi a poesia que te escolheu a ti.

  E agora admiras as flores que criaste 

  No teu jardim encantado

  O significado …

  Que lhes destes à muito foi reinventado

  Por outros,

  Porque quem lê procura nas palavras 

  As suas vivências …

  O que fica então dos poemas que escrevemos?

  Talvez o título e um pouco de respiração, sangue, suor e música 

  Que damos ao poema para que ele possa 

  Viver entre as pessoas …

  E eles vão por ali fora e descem o rio 

  Querem alcançar o oceano 

  E nem esperam pelos ventos alísios 

  Querem ultrapassar o cabo bojador 

  Serpentear as ondas como se a vida 

  Fosse um bailado cheio de ritmo, risos, e pedras coloridas 

  Onde só fosse preciso agarrar 

  No nosso livre arbítrio, na nossa coragem, e no nosso brilho no olhar …

  Para realizarmos todos os sonhos 

  Que temos por concretizar.

  Sejam eles pequenos, médios ou grandes 

  O que interessa é que sejam nossos …  

  Por essa razão vais colocando poemas 

  Nas encostas que vais avistando 

  E dizes isto é meu …

  Enquanto rabiscas palavras num papel.

  O que para os outros são sons dissonantes 

  Para ti é música celestial que vais ouvindo 

  E traduzindo mas quem ouve 

  Reinventa e não sente o mesmo que tu 

  Talvez o encanto da poesia seja a capacidade 

  De sonharmos embalados pelos dizeres 

  Que alguém escreveu mas intuindo

  Os nossos próprios sonhos, vaidades, impressões e vontades …

  

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

A flutuar

 Na vida queremos tudo 

 Em pouco tempo …

 Cientes que sabemos o que queremos,

 Fazemos acontecer o que predissemos.

 E ficamos felizes … por um momento...

 Sentimos uma satisfação interior 

 É algo que nos põe na lua

 Bem dispostos, orgulhoso de nós mesmos.

 Sentimo-nos a flutuar no espaço.

 Depois vem o marasmo, o medo, a angústia 

 Porque temos de voltar 

 Ao nosso querer, 

 À nossa vontade …

 Para saber o que fazer a seguir?

 E perguntar-lhes para onde vamos?

 E por vezes, este vazio …

 É difícil de suportar ficamos ansiosos, perdidos, as vezes um pouco tristes …

 Mas é neste céu por vezes, azul 

 Outras vezes, carregado de nuvens que o nosso

 Destino carrega energias …

 Sentir um vazio é de alguma maneira bom 

 Porque estamos a procura do nosso caminho

 Tendo várias direções à disposição acabamos 

 Nem que seja por tentativa e erro 

 De saber para onde vamos.

 O equilíbrio vem de sabermos o que queremos 

 Mas uma certa confusão mental 

 E angústia faz parte de nós porque uma coisa 

 É sabemos qual o nosso destino …

 Outra coisa é perceber que para o conquistarmos 

 Temos de ir resolvendo todos os problemas 

  Que nos vão testando … preocupando, esgotando ...

  Se aquilo que fazemos nos deixa felizes 

  Temos de ir conquistando as nossas metas

  Aos poucos acreditando que vamos conseguir vencer 

  Mesmo que cometamos de vez enquanto alguns deslizes …

  A nossa vida é como uma nuvem que se converte e desconverte às vezes,  carregada de chuva, e por vezes leve como uma pluma … 

 Deixa - nos tranquilos enquanto apreciámos o quanto já conseguimos alcançar na nossa vida.

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...