Pai...uma palavra tão pequena
do tamanho do mundo.
E quando a jogamos ao vento
Essa pequena palavra volta
Sempre sorridente
Ao nosso pensamento.
Sei que não te foste embora
Estás aqui sempre ao pé de mim
Não duvido,
E assim será mesmo depois do fim... quando já não houver
Palavras para escrever...
E mais nada para dizer.
Por outro lado há palavras que não nos largam
Ficam gravadas na nossa alma
É a primeira que dizemos...
Para nunca mais a esquecermos...
Para o meu pai Artur Rosa Lopes
terça-feira, 16 de julho de 2019
Não trates mal...
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Botões de punho de ouro e de prata
E desenhos coloridos na gravata.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Sapatos envernizados, cabelos aloirados...
E um cinto de marca daqueles muito caros.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Um automóvel topo de gama com o tabliet em
Madeira de teca
E uma garrafa de whiskey reservada na discoteca.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Casas com escritos na janela
Para arrendar a preços de causar inveja.
Não tratas mal que te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Em sua casa, prateleiras de sapatos, reluzentes que nunca usou
E armários cheios de roupa de marca, Luís Vuitton.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma lareira em mármore
Da Toscana e estátuas em posição airosa
E jardins com o chão
Coberto de pétalas de rosa.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma casa de campo do tamanho do mundo com
Uma piscina de água azul e tão transplante
Que se consegue ver o fundo.
Não trates mal que tem quer bem
Porque essa pessoa também tem...
Coração alma e sentimentos.
Só porque essa pessoa não tem
Botões de punho de ouro e de prata
E desenhos coloridos na gravata.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Sapatos envernizados, cabelos aloirados...
E um cinto de marca daqueles muito caros.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Um automóvel topo de gama com o tabliet em
Madeira de teca
E uma garrafa de whiskey reservada na discoteca.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Casas com escritos na janela
Para arrendar a preços de causar inveja.
Não tratas mal que te quer bem
Só porque essa pessoa não tem
Em sua casa, prateleiras de sapatos, reluzentes que nunca usou
E armários cheios de roupa de marca, Luís Vuitton.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma lareira em mármore
Da Toscana e estátuas em posição airosa
E jardins com o chão
Coberto de pétalas de rosa.
Não trates mal quem te quer bem
Só porque essa pessoa não tem...
Uma casa de campo do tamanho do mundo com
Uma piscina de água azul e tão transplante
Que se consegue ver o fundo.
Não trates mal que tem quer bem
Porque essa pessoa também tem...
Coração alma e sentimentos.
Elegia às árvores
Na beira interior
Mesmo à beirinha de uma,
Estrada de terra
Um carvalho erguia - se imponente.
Tão grande como uma montanha
Dizia - se lá na terra
Se alguém conseguisse subir
Aos seus ramos mais altos, sem cair cá em baixo
Tocava no céu.
Tocava no céu.
Os pássaros adoravam os seus ramos
Sobretudo os mais novos
Felizes saltavam de ramo em ramo
E na primavera faziam os ninhos entre a ramagem aonde
Colocavam os seus ovos.
Colocavam os seus ovos.
Tinha uma sombra formidável
Fazer um piquenique à sua beira
Era uma...
Experiência muito prazenteira e inolvidável.
As suas folhas eram de mil cores
Havia para todos os gostos...
Amarelas, verdes, vermelhas, alaranjadas
Umas no chão outras ainda nos seus
Ramos penduradas.
E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.
O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.
E tinha de vir alguém
Que não queria saber de coisa nenhuma...
Cego pelo prazer de acabar com a beleza
Daquela magnífica paisagem.
O povo também disse... nada
E como quem cala consente,
Lá se forjou mais um crime ambiental...
Pela calada.
Que idades terias
Talvez mil anos...talvez mais
Mas apenas foram precisos
Alguns minutos e um machado
para te executarem sem te puderes
Defender...o que ficou?Uma paisagem mais
Pobre, sem sombra, sem cor, sem o teu corpo protector
E sem as risadas das crianças brincando ao teu redor.
Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca
Se queremos que a humanidade
Perdure temos de aprender a viver
Da natureza e não contra a natureza
Não podemos tratar desta maneira vil e bacoca
Um planeta que nos dá tudo sem pedir nada em troca
domingo, 14 de julho de 2019
Sonhos de pé curto
Quando nos transformamos
Em nós mesmos,
Somos felizes...
E nem sequer nos apercebemos disso.
Nem quando nos criticam
Negativamente ligamos,
Porque demasiado
Felizes e compenetrados estamos...
Mas para lá chegarmos muita
Sela passou por baixo
Dos nossos corpos
E muitas vezes sem querer...atrasámos-nos
E entramos por caminhos tortuosos.
Em Portugal quando queremos alguma coisa
É tudo muito difícil...
É como querer passar
Só com uma asa um precipício.
E se te falha o golpe de asa
A meio da viagem,
A pessoa vai ter
Uma complicada aterragem...
Porque quem vive
Nas nuvens quando cai,
A altura é grande...
Mas quem não sonha não sabe para onde vai.
Sonhos de pé curto
Em Portugal só sonhos de pé curto...
Assim o tombo é menor e se caíres não passas do chão
Ou quem sabe até pode conseguires o teu quinhão...
Sonhos de pé curto
Esqueçam os sonhos de pé alto
Assim a mão
Emendo...agora...
O que fazer para ser feliz entendo...
Sonhos de pé curto... a todos recomendo.
Em nós mesmos,
Somos felizes...
E nem sequer nos apercebemos disso.
Nem quando nos criticam
Negativamente ligamos,
Porque demasiado
Felizes e compenetrados estamos...
Mas para lá chegarmos muita
Sela passou por baixo
Dos nossos corpos
E muitas vezes sem querer...atrasámos-nos
E entramos por caminhos tortuosos.
Em Portugal quando queremos alguma coisa
É tudo muito difícil...
É como querer passar
Só com uma asa um precipício.
E se te falha o golpe de asa
A meio da viagem,
A pessoa vai ter
Uma complicada aterragem...
Porque quem vive
Nas nuvens quando cai,
A altura é grande...
Mas quem não sonha não sabe para onde vai.
Sonhos de pé curto
Em Portugal só sonhos de pé curto...
Assim o tombo é menor e se caíres não passas do chão
Ou quem sabe até pode conseguires o teu quinhão...
Sonhos de pé curto
Esqueçam os sonhos de pé alto
Assim a mão
Emendo...agora...
O que fazer para ser feliz entendo...
Sonhos de pé curto... a todos recomendo.
A esvoaçar no espaço
Gostava de ser uma águia
A esvoaçar no espaço... de longas asas
E pequenas
Penas...
Lá de cima via tudo
O que me interessava,
E o que não me interessava numa perspectiva
Muito mais cuidada...e o meu “momento” aguardava.
Cometia menos enganos
Não seguia erradamente alguns impulsos do coração
E assim não ia
Tantas vezes ao chão.
Apanhava aquele vento quente
Que sopra quando,
Metemos na cabeça que podemos alcançar
O que desejamos...mexendo os nossos neurónios
Suavemente...
Mas as águias também sabem
Quando desaparecer de circulação
Reavaliar, e transformar em bom
A sua actual situação.
E qual fênix
No meio das cinzas...
Refletir, aprender
Levantar - se e renascer...
Gostava de ser uma águia
A esvoaçar no espaço
E passava por "certos momentos" sem
Me magoar...e voava...e voava...e voava...
A esvoaçar no espaço... de longas asas
E pequenas
Penas...
Lá de cima via tudo
O que me interessava,
E o que não me interessava numa perspectiva
Muito mais cuidada...e o meu “momento” aguardava.
Cometia menos enganos
Não seguia erradamente alguns impulsos do coração
E assim não ia
Tantas vezes ao chão.
Apanhava aquele vento quente
Que sopra quando,
Metemos na cabeça que podemos alcançar
O que desejamos...mexendo os nossos neurónios
Suavemente...
Mas as águias também sabem
Quando desaparecer de circulação
Reavaliar, e transformar em bom
A sua actual situação.
E qual fênix
No meio das cinzas...
Refletir, aprender
Levantar - se e renascer...
Gostava de ser uma águia
A esvoaçar no espaço
E passava por "certos momentos" sem
Me magoar...e voava...e voava...e voava...
Linda
Num verão
A meio da tarde fui para a praia
A areia escaldava
O sol convidava a tomar banho.
Foi então que te vi
Pela primeira vez
Algo em mim mudou senti - me
Diferente...diferente...
O teu cabelo ao vento
O teu corpo escultural
Fazia qualquer um querer perder-se
Para depois se encontrar
A mulher perfeita para namorar.
A mulher perfeita para namorar.
Eras uma mulher como nunca vi
Tentei aproximar - me de ti
Mas desviaste o olhar
Não consegui continuar...
Linda porque não quiseste
Fazer parte da minha vida
Eras para mim uma saída...
Para um mundo novo para um
Mundo melhor...
Linda...linda
Nunca soube o teu nome
Nem o que pensavas de mim.
Às vezes lembro-te de ti...Linda...Linda...
Nota: esta letra pertence a uma canção minha neste caso música pop “Linda”.
A meio da tarde fui para a praia
A areia escaldava
O sol convidava a tomar banho.
Foi então que te vi
Pela primeira vez
Algo em mim mudou senti - me
Diferente...diferente...
O teu cabelo ao vento
O teu corpo escultural
Fazia qualquer um querer perder-se
Para depois se encontrar
A mulher perfeita para namorar.
A mulher perfeita para namorar.
Eras uma mulher como nunca vi
Tentei aproximar - me de ti
Mas desviaste o olhar
Não consegui continuar...
Linda porque não quiseste
Fazer parte da minha vida
Eras para mim uma saída...
Para um mundo novo para um
Mundo melhor...
Linda...linda
Nunca soube o teu nome
Nem o que pensavas de mim.
Às vezes lembro-te de ti...Linda...Linda...
Nota: esta letra pertence a uma canção minha neste caso música pop “Linda”.
Na lezíria
Quanto te vi na lezíria
Montavas um cavalo branco
Quiz logo saber quem era,
Aquela linda mulher...
Tudo fazias com graça era um
Gosto ver-te galopar.
Numa manhã cinzenta o rio
Estava revolto,
O teu alazão perdeu - se
Ninguém dava com ele.
Viste te o nascer acompanhaste
Os seus primeiros passos...
Ficas-te inconsolável perdida
No vazio.
Ouviu - se um relincho
No meio da pradaria...
Era o teu cavalo
Que regressava a casa.
A sua crina ao vento
A sua maneira de galopar
Era tão bonito
Só lhe faltava falar...
Era tão bonito só lhe faltava falar.
Nota: esta letra é de um fado meu “Na lezíria”.
Montavas um cavalo branco
Quiz logo saber quem era,
Aquela linda mulher...
Tudo fazias com graça era um
Gosto ver-te galopar.
Numa manhã cinzenta o rio
Estava revolto,
O teu alazão perdeu - se
Ninguém dava com ele.
Viste te o nascer acompanhaste
Os seus primeiros passos...
Ficas-te inconsolável perdida
No vazio.
Ouviu - se um relincho
No meio da pradaria...
Era o teu cavalo
Que regressava a casa.
A sua crina ao vento
A sua maneira de galopar
Era tão bonito
Só lhe faltava falar...
Era tão bonito só lhe faltava falar.
Nota: esta letra é de um fado meu “Na lezíria”.
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