A tua porta
As minhas vivências coloco
Na tua alçada,
Serei sempre nada …
Se não tiver pelo menos uma alma
Que leia os meus pensamentos.
Pela estrada que construo vou
Por vezes subo planos inclinados
Outra vezes desço enquanto
O meu âmago agarro,
Para não cair …
Para o lado, porque o mundo
É um lugar insensível e cruel.
Mas vislumbro um futuro positivo
Já não tenho o siso … neste tempo
Que passou tinha de aprender
Alguma coisa de positivo
Que anda no ar ...
E não poisa … tenho de acreditar em mim
Acreditar sempre …
Sou um adulto na pradaria
Tenho por companhia o vento e alguma melancolia
Já lancei as sementes daquilo que almejo
Espero pela colheita mais
À frente na minha vida ... agora só
Quero ver crescer a minha prosápia
Nem que seja só alguns centímetros em cada dia.
Sentado aos comandos
Vou …
Observando …
A tentar perceber o mundo em que vivo
E a subir nos ombros de gigantes
Para ver mais longe.
Ainda existe na minha corrente
Sanguínea amor para dar e vender …
Escondido algures espera para se dar
A conhecer … num dia de Sol pela manhã.
Se pudesse
Se deixasses
Se me convidasses
Sentava-me na tua porta …
Pedia-te desculpa pela ousadia
E esperava que me deixasses entrar
Na tua vida …
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