domingo, 14 de dezembro de 2025

À tua porta

 A tua porta


As minhas vivências coloco
Na tua alçada,
Serei sempre nada …
Se não tiver pelo menos uma alma
Que leia os meus pensamentos.

Pela estrada que construo vou
Por vezes subo planos inclinados
Outra vezes desço enquanto
O meu âmago agarro,
Para não cair …
Para o lado, porque o mundo
É um lugar insensível e cruel.

Mas vislumbro um futuro positivo
Já não tenho o siso … neste tempo
Que passou tinha de aprender
Alguma coisa de positivo 
Que anda no ar ...
E não poisa … tenho de acreditar em mim 
Acreditar sempre …

Sou um adulto na pradaria
Tenho por companhia o vento e alguma melancolia 
Já lancei as sementes daquilo que almejo 
Espero pela colheita mais
À frente na minha vida ... agora só
Quero ver crescer a minha prosápia
Nem que seja só alguns centímetros em cada dia.

Sentado aos comandos
Vou …
Observando …
A tentar perceber o mundo em que vivo
E a subir nos ombros de gigantes
Para ver mais longe.

Ainda existe na minha corrente
Sanguínea amor para dar e vender …
Escondido algures espera para se dar
A conhecer … num dia de Sol pela manhã.

Se pudesse
Se deixasses
Se me convidasses
Sentava-me na tua porta …
Pedia-te desculpa pela ousadia
E esperava que me deixasses entrar
Na tua vida …

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