Não queres as vestes de outrem
Nem os sapatos …
Então já te conheces
Melhor que ninguém.
E a vida vai
E tu aos comandos
Lutando para manter
O teu pensamento a superfície …
E as tuas coisas,
Arrumadas ao pé de ti
Ajudam te a manter a tua alma mater
Do teu lado …
Segregando mensagens de alento
Ajudando te a ver o futuro.
Separando o verdadeiro caminho
Das armadilhas,
Que nos esperam a cada esquina.
A anosa barcaça já partiu
A algum tempo …
As velas seguram o vento
O leme mantém o rumo
A terra lá ao fundo,
Desafia - me a ir mais longe
Deixar a navegação de cabotagem
E iniciar a verdadeira viagem sem muros
Precipícios ou hesitações.
O Adamastor olha-me
Os velhos do Restelo
Falam o que dizem não sei
Pouco importa o que dizem
Já deixei o medo
No descanso
A âncora já a levantei
Por aonde vou ainda não sei
Vou construindo o meu caminho todos
Os dias … é difícil dizer por aonde vou
Misturo o azul do céu com o frio
Das noites,
O brilho do Sol com o pó das estrelas
A profundidade do mar com a subtileza do rio
Que trás da montanha …
A vontade de queremos subir mais alto.
E materializarmos os nossos sonhos em algo concreto.
Que possamos agarrar, usar, olhar
E construir novos sonhos com base no nosso querer e da nossa vontade.
Arriscando entrar no mundo que criamos
Ficarmos à porta não é solução
Que tesouros escondidos poderemos encontrar.
Se arriscarmos um salto de fé no nosso querer
Será que aquele sonho a tanto aguardado se irá realizar? Penso que sim … o primeiro passo para vencer é acreditar, acreditar sempre.
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