sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Primeiro amar depois …

Primeiro amar depois filosofar 


Andas numa roda viva 

Mas sabes para aonde vais 

As mulheres vão e esvoaçam e passam

Por ti levantando com elas uma suave brisa 

Matinal e tu vais atrás como um pássaro 

Que se eleva no espaço para as apanhar …

Depois vem o mar de senhoras 

Antes da tempestade vem sempre um 

Mar de senhoras … a seguir vem a poesia para 

Te segurar … de outra forma para onde vais?

Leste os filósofos antigos 

E os novos … quando passeavas ao luar 

À procura de respostas que nunca deixaste de 

Questionar … 

Questões … questões …questões …

Todos temos questões 

Mas se soubermos para aonde vamos 

As portas vão se abrindo  

É nós vamos passando 

Por várias fases misturando 

Cores, sabores, emoções, amores 

Construindo paredes 

Abrindo portas 

Fechando outras 

Escalando encostas …

Rasgando horizontes com a força do nosso interior 

Para ficarmos diante do nosso Sol, céu e  mar 

Que construirmos com as nossas mãos 

O resto o que é?

Barcos que passam à noite à procura de um porto 

Para deitar amarras e passear no molhe

Cada um procura o seu destino ou é

O destino que nos escolhe a nós?


 


 


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Finjo

Finjo que vou de garras afiadas 

A subir o monte …

A voar como quem se agiganta 

Imune a tudo,

E a todos …

Não … não sou assim tão forte. 

Também existem momentos que me puxam para baixo 

E situações em que não me encaixo 

E também o sexo fraco me faz sofrer

Mas não me importo se tudo 

Se resolver, 

E ficares só para mim …

Enquanto colho os poemas que plantei no meu jardim 

E tu da janela iluminas

O meu mundo com o teu sorriso,

De deusa que me convidou para a sua mesa. 

Resolvi ficar só para te ver corar 

Enquanto observo o mar,

Ondas de felicidade batem no meu peito até me cansar.

Por mim estava sempre ao pé de ti 

Mas a distância também ajuda a paixão a manter- se 

E o lado imprevisível disto tudo?

Vamos acreditar que enquanto o amor durar

Estamos juntos como as asas de um pássaro 

Que sem seu corpo não pode voar 

Somos um só …

Finjo que vou de garras afiadas 

A subir o monte 

A voar como quem se agiganta 

Imune a tudo

E a todos 

Não … não sou assim tão forte. 

Persigo os meus sonhos sem perder o norte 

Por mais que os tente esquecer 

Eles lembram-me que sem sonhos 

Não vale a pena viver. 

Ficar …

No limbo … Não!

Ficar só … Não!

Ficar sem sonhos … Não!

Ficar sem ti … não!

Escrevo as palavras num papel 

Aquelas que orientam a minha vida

E fico a pensar que está aqui tudo não quero 

Estragar nada … se é minha estrada vou … com 

Um sorriso na alma. 

E vou … como um pássaro que enquanto 

Vai pelo seu caminho está feliz …




quinta-feira, 31 de outubro de 2024

É preciso

 É preciso calar as vozes 

 Do descontentamento …

 O tempo é precioso 

 Ousa vencer …

 Conserva a energia 

 Não te canses … pensa nos teus objetivos 

 Conversa com os teus amigos (as) e família 

 Considera-os o teu mais fiel porto de abrigo, 

 Lê um bom livro …

Toca um instrumento,

Faz exercício … vai passear pela praia 

Ou pelo campo …

Abre o teu coração para as pessoas 

Que de ti gostam de par em par, 

Tenta que cada dia seja melhor que o anterior 

 Se o Sol brilha aproveita 

 Poisa a alma naquilo que gostas 

 Descansa os teus ombros no teu querer 

 Voa como um pássaro ao entardecer …

  Bem lá no alto … para todos verem que és um vencedor nato. 

  É preciso calar as vozes do descontentamento 

  Não faças da vida um tormento

  Tu é que vais ao comando da tua existência.

   Agarra-te ao que a tua vida tem de melhor 

   Ficar a pensar no que nos atormenta não é a solução 

  Aceita o que a vida te der,

  Porque as coisas são como são …

  Transforma a energia negativa em algo positivo 

  E transforma-te naquilo que és e assim nunca

Serás derrotado terás sempre a frente do sofrimento 

 Ousa vencer … como um pássaro que voa lá bem alto  ao entardecer …  


       

domingo, 20 de outubro de 2024

Sempre dependi

Sempre dependi da gentileza dos outros 


Que dizes?  

Não me trates assim tão duramente 

Sempre gostei de ti 

E falei bem de ti a toda a gente 

E elogiei várias vezes a tua beleza 

Sempre te escutei e ajudei 

Enquanto os outros fugiam

Pela calçada não te ligando 

Quando mais precisavas …

E agora do nada 

Já não me queres? 

Sempre dependi da gentileza dos outros 

Para sobreviver …

Ficar posto de lado não é para mim 

Sem os outros não somos nada 

É como subir uma escada 

Que não leva a lado nenhum 

O coração só fica cheio 

E a alma equilibrada 

Se pelo meio houver quem nos escute 

E goste de nós … 

Por essa razão estou na tua mão 

Mas vem ter comigo 

Espero-te  a meio caminho 

Porque de outra maneira foges …

Como um pássaro que saiu pela primeira fez

Do seu ninho …

E deixas de fazer parte do meu destino.

Sempre dependi da gentileza dos outros 

Para sobreviver 

E isso nunca vai mudar!

Aquilo que nos une é maior 

Do que aquilo que nos separa 

Existe um elo que nos liga 

A todos nós …

Porquê não sei.

E não se desliga facilmente … 

Os outros estão na nossa mente,

E quando amamos alguém 

Não pode sair assim 

De que qualquer maneira 

Da nossa vida 

Que fica despida … 

Da sua essência 

E depois para onde vamos?

Quem nos escuta quando nos queixamos?

Quem nos socorre

Quando não nos vergamos?

Quem nos abraça quando não  podemos fugir e temos de  continuar 

Na  mesma estrada porque não à outro caminho

Para os nossos sonhos …

Por essa razão …

Sempre dependi da gentileza dos outros

Para sobreviver …

Sozinhos não somos nada …

A nossa estrada chama por nós 

Feliz aquele que tem alguém do seu lado 

Porque dessa forma tudo é mais fácil.

E o difícil é apenas uma pedra no nosso caminho 

Que lançamos para longe com grande leveza 

E ficamos a contemplar tudo o que já conquistamos 

E partimos na direção dos nossos 

Sonhos sem hesitar …

É um dia de cada vez   

Numa ténue linha entre a felicidade e o marasmo emocional.





segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Metamorfose

 Sai pela porta das traseiras da minha casa 

 Procurei-me por todo o lado …

 Quando estava quase a desistir de cansado 

 Lá estava a minha pessoa sentado de pensamento 

 Na mão … meio curvado 

 A escrever … muito compenetrado seria sobre mim? 

 Só o saberei quando ler o poema 

 Que ainda não li…

 Mas estaria a escrever sobre o meus 

 Sonhos adiados? Estão adiados mas não estão esquecidos. 

 Nos sonhos o que interessa é o processo 

 Que os vão construindo passo a passo …

 Quando finalmente aparecem visíveis 

 A nossos olhos … à nossa frente … primeiro 

 Pensamos que estamos a sonhar … depois 

 Passamos para outro …

 E assim vamos vivendo ... construindo 

 Os nossos sonhos no meio do arvoredo…

 A minha pessoa escreve sobre mim 

 Será que me compreende? Apenas rego 

 As minhas flores que no fundo são os meus poemas  

 Que plantei no meu jardim …

 E os deuses olham -me sem nada me dizer 

 Mas talvez falem de mim ao alvorecer 

 Junto aos corpos nus das suas amantes, 

 Procuram o cerne de tudo o que é diferente 

 No meio das flores, urzes e matagais 

 Porque detestam o tédio,

 Dos dias sempre iguais …

 Por outro lado tenho de cumprir o meu destino sem o questionar,

 Mesmo que lhe quisesse fugir ele ia me buscar …

 E assim os dias passam 

 Mas tento sempre agarra-los,

 Só fogem de mim se estiver muito cansado …

 Se é este o meu destino …

 Farei sempre tudo para que não me passem ao lado … 

 E assim cada um de nós vai escrevendo a sua historia, 

 Por entre tempestades, ventos, marés e mar de senhoras.

  

domingo, 28 de julho de 2024

O teu falar tem graça

 Gosto de ouvir o teu falar 

 Porque o teu falar tem graça …

 E tu vais pelo meio dos canaviais 

 Pisando a água pura das manhãs 

 Vestindo uma saia curta 

 E um top aberto nas costas … sobes 

 As encostas que te vão colocando 

 Pelo caminho sorrindo como um pássaro 

 Que sai pela primeira vez do ninho, 

 E espalhas os teus sorrisos 

 Aos primeiros raios de Sol.

 E fico  maravilhado e por vezes melindrado só de ouvir o teu falar …

 Porque o teu falar tem graça 

 Mesmo que andasses descalça  com um vestido 

 Comido pelas traças  e sem a mínima graça … de chinelos 

 Em vez de sapatos de salto alto 

 Daqueles que te deixam o teu corpo roliço 

 E o meu em ponto de rebuçado …

 Gostava de ti na mesma 

 Porque …

 Gosto de ouvir o teu falar

 Porque o teu falar tem graça 

 Consigo esquecer-me de tudo 

 E pensar que sou único no mundo …

 E que sou especial,

 Porque consigo ouvir o teu falar

 Porque o teu falar tem graça mesmo que andasses 

 Descalça … sem roupas de marca, sem anéis  

 E brincos comprados na Cartier 

 E de cintos muito caros 

 A cobrir o teu corpo  

 Que viaja pelo meu pensamento  

 Leve,  lindo, fresco e solto …

 Sinto-me  abençoado e livre de qualquer pecado 

 Porque o que gosto mesmo 

 É de ouvir o teu falar 

 Porque o teu falar tem graça …

 E o vento cala as desgraças 

 E tudo brilha a minha volta só de ouvir 

 O teu falar …

 Porque o teu falar tem graça …

 

terça-feira, 16 de julho de 2024

No campo entre as árvores

 No campo é que se está bem 

 A verdura sente-se e faz bem a alma

 Porquê não sei … 

  

  Talvez sejam os cheiros

  A eucaliptos, a  pinheiros …

  A terra molhada pela chuva,

  Cujo cheiro não se consegue descrever apenas 

  O conseguimos sentir …

  O trinar das aves é como o som nos filmes 

  Dá sentido a tudo o que vemos 

  E o argumento fica completo 

  Imagem e som … não podemos pedir mais ou podemos?

  O ar do campo é diferente da cidade 

  Enche nos os pulmões de oxigénio 

  E ajuda o nosso respirar 

 Que parece que em vez de andar 

 Vamos a flutuar … 

 Por ali fora … a sentir o vento na cara  sem medo será que alguém zela 

 Por nós … mas quem?

 Talvez seja a mãe natureza que na sua máxima

 Esperteza nós da a mão para que nunca nos esquecemos que por vezes temos que regressar às origens.

 Porque sem esse entendimento o de termos de respeitar a natureza porque foi esta que nos pariu … e nos deu vida para onde vamos morar se  o nosso planeta se esburgar …

E ficar apenas pedras e cinzas? 

Ainda estamos a tempo de nos salvar pular por cima da ganância e da corrupção 

Levantarmos- nos do chão e ... navegar …

Num mundo verde e azul e não preto e cinza … sem o trinar dos pássaros, o encanto da verdura do campo...

E a sua luz ténue que desperta suave e acolhedora nas manhãs solarengas, …

Para onde vamos?

        

… 

      

     

terça-feira, 9 de julho de 2024

Existir

Se não sabes quem és 

O teu caminho permanecerá obscuro entre a bruma. 

Da alvorada e o entardecer tardio.


 Se não sabes quem és 

 Nunca escutas-te o teu ser.

 Nunca quiseste saber de este para nada 

 Quando o teu existir sorriu para ti

 Para te explicar por onde devias ir …

 Abanas-te a cabeça sacudindo o teu pensamento

 Para longe … e o teu existir permaneceu perdido no tempo …

 E seguiste um caminho qualquer 

 Talvez o que estava mais na moda. 

 E agora já não te consegues reconhecer

 A pessoa que disseste que és 

 Em lado nenhum …

 O barco sobe e desce as ondas

 Que parecem sempre iguais …

 Tens de estar sempre preparado para sair 

  Em qualquer cais … para ver se o teu ser se reconhece entre os demais …

   Se só vires sombras e sentires no rosto ventos cruzados … 

   Pessoas que não te entendem 

   E que em vez de te tentarem perceber 

   Porque é que tu és assim …

   Sempre tão desconfiado,

   Preferem por te de lado. 

   Pega na enxada e sobe o monte 

   Por entre as urtigas e as urzes 

   E o Sol picado …

   Por mais que te custe 

   O teu lugar não é ai …

   É mais para o lado ou é mais para a frente 

   Não fiques desolado porque pensas que és diferente 

   Apenas ainda não encontraste os teus pares 

   Mas como é que queres que assim seja 

   Se não sabes quem és… 

   O que vale é que podes sempre escutar os teus pensamentos e recomeçar lentamente todo o processo de auto-conhecimento…

   E veres o teu existir de uma forma diferente 

   A vida está sempre pronta a ser vivida de diversas formas,  porque ainda ninguém conseguiu por grilhetas na alma nem no nosso livre arbítrio.

   

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Regresso às origens

Temos de regressar à cultura e a natureza para salvar o mundo e para não nos auto destruirmos, mas também para dar sentido a humanidade.

terça-feira, 26 de março de 2024

Na estação

 Gostava de passear 

 Entre os plátanos bestiais numa noite de luar 

 Respirar dentro de água …

 À procura do meu ser cristalino e puro.

 E assim ir esculpindo o meu ser 

 Na pedra lascada …

 Enquanto respiro em uníssono com a multidão já cansada de tantas promessas, que nos vão mudar a sorte  

 Porque os búzios desta vez caíram virados para norte … vai haver, paz,  pão, habitação para todos … mas é tudo em vão não vai dar para tanto, é a miséria de sempre …

 Empurro o meu elefante pelas escadas acima porque não?

  Queres sair e entrar suavemente num local desconhecido de ar puro e cristalino onde as estrelas brilham e o mar está calmo.

  Aonde habita um ser 

  Que não conheces mas és tu  

  Mas com outro destino menos introspectivo e mais user frendly…

  Mas que o destino te impede de alcançar? Sim!

  Porque não mudar a sina? Como quem veste roupa nova,

  Só para ir passear … ao domingo pela praia sem grilhetas nos pés nem na alma … junto a ti.

  Não vês que esse comboio 

  Já partiu à muito tempo …

  Talvez dê a volta … e regresse 

  Para me levar … ainda o ouço apitar lá ao fundo …

  Estou naquela estação dos azulejos azuis e brancos  junto ao mar.

  Não vês que esse comboio 

  Já partiu à muito tempo …

  Talvez dê a volta … e regresse 

  Para me levar …


    

   

sexta-feira, 22 de março de 2024

O que fazer?

 Beijei - te o rosto 

 E tu beijas-te me a alma ....

 O que fazer enquanto não dislumbro 

 O teu jeito de amar?

Para aonde ir?

 Somos o sonho de alguém 

 Que se quer materializar …

 No tempo e no espaço.

 Mas por aonde fugir quando …

 O sonho sonhado aparece acordado 

 À nossa frente mas nós só queremos 

 Dormir um pouco … esquecer um pouco …beber um pouco …

 Silenciar um grito rouco que nos pede para acordar e jogar o jogo mesmo que seja num longo despertar.

 Mas se as paredes parecem desmoronar

 Como segurar “a vontade” de ir por aí e sonhar à nossa maneira se só se vê cinzento e preto… 

 E nós queremos sempre azul e banco, e uma esplanada 

 Aonde pensar em nada já é muito bom …

 Mas se calhar tem de haver cinzento e preto para

 conseguirmos apreciar outras cores … outro estado de espírito …

 Será que temos de ser infelizes de vez enquanto para conseguirmos apreciar a felicidade? E um pouco ingénuos para percebermos o que é a realidade?

 Depois de uma boa dose de pensamentos menos positivos, lavamos o rosto e secamos a alma que fica pronta para lutar pelo nosso querer. 

E lá vem a catarse … uma montanha de fogo e de picos que é preciso subir do outro lado, do vale existe paz, serenidade e tranquilidade …

 E muito alimento para a alma.

 Mas enquanto não chegamos a esse vale …

 Para aonde vamos? 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Rede de sonhos

 Num mundo sempre em mudança

 Para onde vamos?

 Porque não deixar cair os braços 

 E esquecer a ambição por momentos 

 E celebrar a vida descansando numa rede de sonhos já realizados?

 Ouvindo o vento a trazer à memória histórias

 Felizes de antanho … 

 Quando tudo brilhava a nossa volta 

 E não havia futuro ...

 Nem sabíamos o que isso era 

 Ainda não se tinha revelado,

 Nem fazia falta o nosso há de vir era construído 

 Pelos nossos pais e estava tudo bem.

 Depois numa tarde solarenga 

 Percebemos que os anos foram passando 

 E nosso “querer” foi entrando sem pedir licença 

 E o nosso mundo ficou mais pequeno mas mais profundo,

 Porque tivemos de escolher o caminho que queríamos seguir … 

 No meio de tantas escolhas …   

 Cada um fez as suas apostas   

 Criou asas e voou esquecendo os seus medos …

 E a vida foi revelando os seus segredos …

 Aprendemos a evitar os espinhos 

 Colhendo as nossas rosas pelos caminho 

 Colocando algumas medalhas …

 No nosso peito que já ninguém nos pode tirar:

  Diplomas, experiências, erros que não voltarão a ser cometidos, 

  Momento inolvidáveis ... que passaram ...    

  Mas ficaram na nossa mente.

  Aprendemos a gostar de nós e a  amar quem nos quer bem. 

  Como sabemos que alguém gosta de nós?

  Quem gosta de nos volta sempre 

  Para nos visitar … 

  Para perguntar como é que estamos 

  E não nos esquece porque algo de nós nessa pessoa permanece.

  E o amor? …

  Para alguns homens é tão fácil,

  E para outros é uma "besta negra" que não se deixa aprisionar ...

  O erro está em o querer encarcerar 

  Quando o que está certo é ao seu lado navegar ...

  Benditos aqueles que fazem o que gostam

  E que constroem em vez de destruir 

  Porque a eles pertence o reino da felicidade. 

  Que o nosso caminho 

  Seja leve como um borboleta,

  Tão intenso como o desejo 

  E tão intemporal como o amor ...

    


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Sonetos

 A ti que tanto te procurei 


 A ti que tanto te procurei 

 Por mil ruas e travessas …

 E que por momentos, deixou o meu mundo às avessas 

 Consegui encontrar-te entrar no teu pensamento e lá fiquei …

 No teu dizer e risos me enleio com todo a flama que sou capaz …

 E é tão parecido com o amor que foi sonhado …

 Que por vezes, não sei se estou a dormir ou acordado, 

 E que sofre na tua ausência quando não estás.

 Que o amor nunca deixe de me guiar 

 E que ilumine sempre o meu discernimento 

 Da caverna escura e sombria da qual sai não volto para dentro 

 Porque reconheço em ti o meu amar

 E agora a alma que vagueava taciturna e silente 

 Para aonde quer que vá sorri de contente …

 

 

 

 

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Pequenas coisas

 Soma todas as tuas pequenas coisas

 Que já conquistares na vida 

 E se calhar vais perceber …

 Que tudo valeu a pena … e que és maior e melhor do que pensas. 

  E se tudo o que tens foi conseguido sem pisares alguém, sem invejares ninguém apenas fruto do teu trabalho da tua persistência, e do teu gosto pessoal, então estás no caminho certo.

 Lembra-te que nem todos seguem esse trajeto o caminho do bem e talvez por essa razão existe tanta violência, ódio e mal entendidos por esse mundo fora. … 

Mas tu segues por aquela estrada que escolheste rodeada de campo, flores e céu azul.

Feliz por estares rodeado das tuas pequenas coisas que te dão tanta alegria e felicidade.

Mas na vida à sempre um mas … não vales muito alto das tuas conquistas, deixa as ficar algures no teu cérebro, o importante é que conseguiste alcançar mais uma pequena coisa que almejaste e que te deixou tão contente …

Lembra-te pequenas coisas …pequenas coisas … que um dia tudo somado farão de ti um vencedor e uma pessoa muito feliz …  

domingo, 21 de janeiro de 2024

Voando sobre a planície

 Um homem nos Estados Unidos da América fecha a porta de casa e  sem saber como é atirado ao ar ficando a flutuar no espaço mesmo por cima das árvores. O nome dessa pessoa é Mr Williams carpinteiro de profissão homem dos seus trinta casado dois filhos. Ficou preocupado sem saber o que fazer, a primeira reação foi agarrar-se ao telhado das casas mas sem sucesso. Depois de olhar para a esquerda e para a direta percebeu que estava no meio de um tornado que o mandava de um lado para o outro. Mas todo este movimento era feito docemente Mr Williams podia assim ir observando o que se passava por debaixo de si. Não percebeu muito bem o que estava a acontecer mas como  não conseguia descer decidiu aproveitar o fato de estar no ar para observar o que o rodeava. Nem queria podia voar como um pássaro decidiu dar umas voltas sobre si próprio enquanto tentava perceber o que estava a acontecer. Aos poucos percebeu que estava a ser arrastado no ar por um tornado. Tentou descer mas nada o ar empurrava com muita força teve de se deixar ir. Lá em baixo uma fila inteira de casa sem telhado. Numa rua que conhecia muito bem a sua. Williams foi passando por cima as casas e observando o que havia dentro das casas e das garagens sentia - se um pim pim Tom mas como estava numa situação complicada pouco lhe importava o que pensavam sobre ele. Viu sobretudo pessoas dentro das casas a arrumar os seus pertences que tinham ficado espalhados pelas divisões das casas. Olhou atentamente para o interior das casas e foi descobrindo aqui e ali o que os vizinhos tinham comprado ao longo do tempo e achou graça a poder olhar para dentro das casas sem ser visto. Quando estava mesmo por cima da habitação da casa dos Jones  achou graça por estarem aos beijos na cama mas ficou perplexo ao notar que estavam duas mulheres e um homem em pleno ato sexual … ai a comunidade tinha de saber o que se estava a acontecer não ia ficar calado é que não ia mesmo. O tornado continuo a levá-lo pelo ar e passou por cima de mais uma casa e lá estavam os vizinhos neste caso um casal e beber álcool e a dançar todos nus numa das divisões da casa  mas o que é que se passava com os seus vizinhos estava tudo maluco? Estava farto queria descer mas não conseguia ainda tentou agarrar-se a uma árvore mas não conseguiu e foi quando olhou para baixo e viu a senhora Waters casada com o senhor Stathan aos beijos com outro homem mas como é que era possível semelhante acontecimentos? Williams percebeu que se estava a aproximar da sua habilitação será que ia descobrir numa das divisões da casa a sua mulher com outro homem? Olhou e viu a sua casa e pensou que tinha de sair dali mas como viu um ramo de uma árvore e agarrou-se com todas as forças sentou que o tornado estava ainda muito forte mas não largou o ramo de árvore e foi se libertando do tornado mas também ficou sem a força que sustentava o seu peso e sentiu que estava a cair agarrou-se firmemente ao ramo mas as mãos escorregadias cederam ao peso e sentiu o seu peso cair no espaço vazio. Quando estava quase a estatelar-se no chão. Acordou em cima de uma cama.

<Ai!> Gritou!

Olhou em redor reconheceu os móveis e percebeu que estava no seu quarto e respirou fundo.

<Foi só um pesadelo deve ter sido do marisco que comi se calhar estava estragado.>

Lá ao fundo da parte sul um enorme tornado aproximava-se da cidade. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Um tigre na esplanada

 Um café no centro de uma cidade ao pé de uma escola. O estabelecimento é de tamanho médio com uma esplanada, salpicada de mesas e cadeiras de cor branca, no meio de vários chapéus de Sol. Lá dentro mais mesas e cadeiras da cor da madeira dão um aspeto majestoso áquele café. O balcão de madeira de mogno com os seus bolos, sumos e salgados perfilhados dão fome só de olhar para eles. Dentro do balcão uma máquina de tirar café, outra de lavar loiça e outras máquinas. No teto várias luzes iluminam o espaço e uma ventoinha mantém a temperatura amena. Numa das paredes bem no centro uma imitação de um mapa mundo do século XVI faz uma pequena homenagem ao antigo Império português. Tem quatro empregados todos com cerca de quarenta anos que estão sempre atarefados com algo para fazer, ou estão a tirar cafés ou a atender clientes de bandeja na mão ou a lavar loiça. Dentro do café um tigre está sentado numa mesa ao pé da máquina de gelados, do outro lado, ficam as casa de banho. É um animal de meia idade na sua juventude gostava de se sentar na esplanada, para todos o verem com as suas lindas cores, branca, cor de laranja, riscas pretas e longos bigodes, mas agora prefere o recato de uma mesa mais discreta.  Daquele lugar o Pantera tigris consegue observar os empregados e quem entra e quem sai do estabelecimento. É um observador nato que gosta de olhar para as pessoas para ver como estão vestidas, ouvir as suas conversas e tentar perceber quem são. Uma senhora com cerca de oitenta anos é uma das primeiras a entrar no estabelecimento dantes sentava-se sozinha mas neste momento três outras senhoras sentam-se ao pé dela, porque perceberam que estava sempre só, outra mulher de cerca de sessenta anos senta-se na companhia de uma prima gosta de ficar do lado direito lá ao fundo, os seus três filhos são a sua preocupação por não quererem estudar. E a senhora Eduarda não sabe bem o que será deles no futuro sem estudos. A meio da manhã um velhote já nos setenta anos, sempre de fato e gravata, óculos, chapéu e jornal debaixo do braço, entra no estabelecimento e sentasse numa mesa ao pé da janela, de vez enquanto gosta de olhar lá para fora.  É o Senhor Silva como lê o jornal está sempre bem informado e é um crítico do sistema por considerar que os portugueses podiam estar muito melhor do que estão. Na hora do almoço é quando o café fatura mais as mesas estão cheias e mais houvesse mais clientes teriam. O tigre preocupa-se vê e suspira, porque percebe que os portugueses cada fez tem menos dinheiro e dividem uma dose para três e depois ainda vão ter de trabalhar a tarde toda só com meio estômago cheio, o que é custoso e não faz nada bem à saúde. Alguns trazem sandes de casa para comer a meio da tarde ou uma peça de fruta.

«Melhores dias virão o país é pobre.» Dizem os clientes. 

A meio da tarde surge uma mãe e quatro filhos três meninos e uma menina estão bem vestidos, comem com os olhos e nunca estão satisfeitos, de vez enquanto fazem birras mas o tigre lançam-lhes um olhar duro e eles acalmam, permitindo à sua progenitora descansar um pouco. Já rosnou uma vez a um menino que levantou a mão para a sua mãe o garoto estremeceu todo e daí por diante portou-se sempre bem pelo menos no café. Os empregados estão sempre atarefados mas não se queixam do trabalho, sempre bem vestidos com as suas calças pretas, camisa branca e na gola um papillon da mesma cor, parecem deslizar no espaço enquanto servem os clientes, nota-se que gostam do que fazem. O Sr Manuel de bigode farfalhudo e cabelo curto, é o dono do estabelecimento queixa-se que tem de pagar muitos impostos mas vai levando a vida para a frente

«É um dia de cada vez» Afirma.

O tigre gosta de refletir sobre a sociedade e aquele café é um pequeno micro cosmos do que acontece no país onde vive. As preocupações dos progenitores com os seus filhos, a solidão dos idosos, a má educação dos mais novos,  o custo de vida cada vez mais alto e os salários com aumentos irrisórios que nem sequer por vezes compensam a inflação. Mas como é um optimista pensa que um dia as coisas vão mudar para melhor. O poderoso animal ao entardecer quando o Sol já quer ir dormir levanta-se e vai para casa, gosta de andar ainda com alguma luz embora veja bem de noite. A maior parte das pessoas já estão nas suas habitações a descansar,  têm as luzes acesas da sala de jantar as outras estão apagadas para poupar na electricidade. O tigre gosta de dormir lá em cima nas árvores enquanto os seus olhos percorrem a noite escura, para adormecer conta as estrelas e observa o horizonte. Só não gosta da chuva quando chove vai se abrigar numa escola abandonada mas ainda em bom estado e fica a imaginar as crianças que costumavam aprender a ler e a escrever dentro das salas e a brincar no pátio. Nas paredes ainda se vêem os desenhos dos pequeninos a lápis de cor. Por vezes consegue ouvir os seus risos. Aonde estarão? O mais certo é metade ou mais terem emigrado com os seus país mas concerteza que um dia voltarão ao país que os viu nascer para viverem e properar, quando as mentalidades tiverem mudado e evoluido e os portugueses perceberem que a sociedade é feita por todos nós e que as pessoas recebem aquilo que dão, se todos respeitarem os seus direitos e deveres vão de certeza descobrir um país muito melhor.  O pantera tigris lembe o seu corpo e enrola a cauda sobre si mesmo deitado sobre uma das mesas da antiga escola. Por vezes ainda fica a pensar no café e nas pessoas que vê todos os dias e sente-se feliz por fazer parte da vida daqueles cidadãos. Depois adormece no meio do silêncio apenas interrompido com o som dos grilos ecoando lá fora.  


Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...