Às vezes não sei de mim
Nem sempre mas de vez enquanto
Não sei de mim ...
Tenho de estar em algum lado mas onde?
Para a minha satisfação pessoal
Sei que é tudo uma questão mental
Que hei de ultrapassar com o tempo
Quando tento ser quem não sou
Ou ausentar - me de mim
Lá vem o muro entre a minha pessoa e o meu objetivo
E percebo esse não é o meu muro,
Não vou saltar um obstáculo que não me pertence
Ou talvez seja preguiça ou falta de motivação
Não ... não salto muros alheios.
E apercebo - me que não é por andarmos entre
Os pássaros, quando eles
Passeiam suavemente na areia
À procura de alimento
Saltitando entre as poças de água
Ao sabor do vento,
Que depois vamos voar com eles
Não funciona assim ... não me torno num pássaro
Por contacto entre mim e essa espécie ...
Cada um de nós escolhe o seu caminho
O tempo, os anos vão passando
Por labirintos que só nós conhecemos vamos calcorreando
Quando damos conta transformamos - nos
Em nós mesmos,
Qual armadura que ficou colada ao nosso corpo
E já não sai ...
E assim procurarmos ganhar as nossas batalhas.
Mesmo durante aquele frio invernal,
Quando só nos apetece ficar na cama.
E não pensar em nada
De muito substancial...
Mas existe qualquer coisa nas palavras
Que formam vários pensamentos que me atrai
Têm uma musica insondável
Um forte piano qualquer
Que faz lembrar aquela aragem matinal e campestre
Que nos sossega a alma e o corpo,
E nos transmite bem estar.
À determinadas variáveis que se mantem constantes
Na nossa vida ...
É a esses pontos de apoio que temos de agarrar.
São os nossos pontos cardeais
Que apontam o caminho por onde
Devemos ir …
Porque mesmo que lhes fechemos a porta
Durante algum tempo
Eles andam por ai não sei como mas andam
Sorriem, e se não lhes ligamos eles voltam
Voltam sempre ... felizmente...
Para quem lê poesia
Os poemas são um descobrir de novos sentidos
De questões complexas que procuram resposta
De figuras de estilo que embelezam as palavras
As ditas e as que nunca serão escritas
Procuramos então algo que nos diga respeito
Que nos encha a alma.
E nos preencha os dias...
Mas para o poeta é uma espécie de para raios
Onde os seus pensamentos
Amontoados e meio escondidos no seu cérebro
Procuram o seu lugar
Para viver e respirar
No meio dos verbos, palavras, e frases ...
Preenchendo o espaço onde só havia promessas
De um poema adiado.
Sem comentários:
Enviar um comentário