quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Dividi ...
Em ti
Em ti
domingo, 31 de agosto de 2025
Momentos
Na vida temos de saber apreciar todos
Os momentos como por exemplo:
Beber café por uma caneca logo
Pela manhã …
Se algumas pessoas
Apreciassem o café pela manhã
O som dos pássaros,
O vento no rosto …
Uma boa conversa,
Não havia tantas guerras e tristezas por esse mundo fora
(mas nós somos pessoas ou animais ferozes?).
Acabem com as guerras
É que é algo horrível e triste
Qualquer dia tem de se inventar
Uma nova palavra para a definir
De tão cruel e insana que é.
Mas aonde está o sumo
Do teu arvoredo?
Nas palavras que escrevo
E que substitui a minha voz.
Vénus sorri lá ao fundo
No cotovelo do Universo
Está em contacto com a lua
Que ilumina os amantes a seu belo prazer.
Este (vénus) é que diz as mulheres
Por intermédio da Lua …
Quem escolher para esposo,
É nos homens a pensar que tínhamos
Algo a dizer sobre o assunto.
Cá em baixo
Os humanos lutam
Pela sua sobrevivência
Só para manter a sua elegância natural
Tem que dar muitas voltas.
Novo dia
Novas atitudes
É um dia de cada vez
E o mundo vai e avança ...
Pela janela ...
Ouvi o sorriso de uma criança
Que tem de ter planeta
Aonde dormir e brincar,
Um planeta tão bonito
Tem de durar mais alguns milhões de anos …
Pelo universo adentro vamos
Mas quem é que vai aos comandos?
O planeta já sabe o caminho
É sempre ao redor do Sol
Não há que enganar …
Sai mais uma caneca de café
Para apreciar …
E refletir,
Um pouco sobre a existência …
Quantas flores a alma pode
Carregar e distribuir por ai …
Por toda uma geração de conterrâneos.
(ilimitadas presumo)
sábado, 30 de agosto de 2025
Pedestal possível
Expectativas ganharam
Asas e voaram para fora
Do meu pedestal …
E olham para mim à espera que aconteça
Algo de colossal …
Mas ninguém é antes de o ser
Nada sei sobre o meu futuro …
So tenho experiência daquilo que vejo
No decorrer da minha simples vivência.
Escrevo enquanto grito
Palavras que depois se transformam
Em granito e já não se ouvem …
É preciso alguém para as ler.
Para que estas possam viver
Neste labirinto de emoções,
Que é a liberdade de se poder dizer
O que se pensa.
Serão sempre preciso pessoas
Para reconhecer
Os nossos sonhos
No meio das estrelas …
Sigo algumas para procurar inspiração
E estas estão lá sempre
Que preciso,
De dar atenção,
Ao meu livre arbítrio e as minha alminhas
Que vou alimentando
E que me seguem por todo o lado
E que vou amiúde
Criando …
Vou a todo o pano
Sigo viagem
Uso a cabotagem,
Olho para margem
Para não me perder.
Lá no mar alto existe
De facto …
Muitas distrações a acontecer
E não se vê terra ...
Nunca sabemos o que encerra
O desconhecido
É fácil ficar perdido
Na imensidão do inexplorado e misterioso.
E depois quem nós salva?
Se a nossa barca errar o destino
Quando nós lembramos
Que não era por ali
Que deviamos ter ido ...
Aonde é
Está a mão
Salvadora
Que trabalhou tanto
Na lavoura …
De Sol a Sol …
Para nos ver sorrir?
Está bem lá
No alto
A zelar
Por nós.
Não trago nas mãos
O esquecimento ...
Não esqueço quem me criou
E animou quando tudo ...
Parecia perdido
Fruto da ingenuidade e da candura
De quem ainda não conhecia
Bem o mundo em que vivia …
E que sorria para tudo e todos.
Mas a sobrevivência
E uma ciência
Quando a dominamos
Ficamos a rir,
Dos erros da nossa adolescência,
Mas que não são para esquecer são só para não repetir …
Ah como é belo e desafiador o voo
Das nossas almas
Quando se percebe
Que se partiu em viagem com a
Roupagem criada por si.
Pode não ser
Espampanante (mas são elegantes aos olhos de quem a veste).
E voa hesitante
No meio de ventos fortes e desnorteados,
Mas procura o seu ninho
No ramo mais alto.
Para ver lá ao fundo
O que de mais profundo
Tens dentro
De ti
Oh Arte.
Dou o que tenho
E a nada mais sou obrigado
Prefiro ser prosaico a ficar calado
Sou poemas de um sonhador
Que dormita na minha pessoa
E que de vez enquanto implora.
Para passear
No meu jardim …
Reconhecendo a minha vontade de
Escrever e redigir …
Mas tão longe do pedestal que um
Dia alguém sonhou para mim …
Mas escolhi o meu destino e nele faço fé
E por outro lado … como é que se sai
Daquilo que se é?
(Sem de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo).
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Extensões de mim
Quando era pequeno
Tinha sonhos agora tenho
Extensões de mim …
Que se querem afirmar.
Sigo a minha trajetória
Fujo mas não me vou embora
Não existe sítio seguro
Aonde me possa abster de mim. `
Da competição não gosto
Entrego as faixas de campeão
A quem perceber que corto sempre
A meta em primeiro quando estou a escrever (pelo menos para mim)
Talvez não seja tanto assim
Mas quem não acredita
Em si … não regará as flores do seu jardim
Só sentirá o cheiro de flores alheias.
Acreditar é preciso
Não viver obcecado é condição essencial
Para a qualquer momento voltar
Tudo ao princípio … e isso não me convém.
A estrada é uma porta
Para quem não se importa
De se esquecer um pouco de si
E não ir por aonde vai …
E perceber que o mundo é um reflexo
Da sua personalidade e dos seus parametros ancestrais.
Vou por ali
Mas não por aqui
Quem me colocou o que vejo
Na minha frente foi a personalidade
Que tenho …
Só vejo o que quero
A parte que não vejo não me diz respeito.
Somos o que comemos, bebemos
E lemos, não o podemos ignorar,
Mas nada fala mais alto
Do que aquilo que vemos e com quem andamos…,
O resto é consequência da nossa condição de humanos …
Ladainha
Seguias durante o entardecer
Mesmo ao lado da minha estrada
E agora dizes que não foi nada (bis)
Mas durante a desfolhada encontrei o milho vermelho
Oh menina por aonde foste (Bis)
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Só quero te quero dar um beijo
Não é razão para ires ao confessionário …
E também não sou revolucionário,
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Foste por ali a fora
Não fujo nem me vou embora
Fica tudo em segredo não saio daqui
Não tenho medo … sei que não vou parar
Ao degredo … isso era antigamente ...
Isto funciona assim: encontrei o milho vermelho
Vou ter de te dar um beijo
Ou dois depois logo vejo
A tua carinha laroca
Não vai fugir para a toca
Ou não gosto mais de ti (bis)
Oh mulher és estão bonita
Mas não te vou pedir em namoro
Só te quero para te beijar.
E não podes levar mal
Porque encontrei o milho vermelho
Mesmo dentro do teu quintal
E a tradição é para respeitar (bis)
E não vou ficar borracho
Só porque as escuras não te acho
Aí … aí … ai …ai …
Oh Maria para aonde vais (bis)
Vi te a subir o carreiro e agora não te vejo …
Viram te a namorar com um velho
Que tinha tanto de idade como tinha de engenho …
Ai … ai … ai …ai … oh Maria para aonde vais (bis)
Vou ter de dizer aos teus pais por aonde andas e com quem vais
Vou ter de contar aos teus pais … (bis)
Tens de cumprir a tradição
Não me deixes com o milho na mão
E a minha boca seca de beijos.
Oh menina para aonde vais?
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E as escuras não te acho …
Aí … ai … ai … ai oh Maria para aonde vais (bis)
Olha que vou dizer aos teus pais …
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Porquê?
Fui por ali fora
Escrevendo palavras decentes
Impedindo que estas caíssem
Para a borda da estrada
Obstando que se sujem ou que se danifiquem …
A estrada é empoeirada
Cheia de buracos e pó
Mas para mim …
Parece um monumental jardim
Cheio de flores.
Um lago no meio
Do arvoredo,
Que guarda mil segredos,
Daqueles que escolhiam aquele
Lugar para namorar …
Quantos promessas
Foram ditas …
Quantas verdades
Foram proscritas pela realidade?
Um pouco mais
Para a frente ruínas
Do que antes foi um palácio
Aos olhos de alguém,
Que sempre fez tudo para o merecer
Mas que o tempo resolveu abandonar
E esquecer …
Campos sozinhos
De vontades e designios
Esperam por mão anónima,
Que lhes concedam
O esplendor de outrora.
O som luta para
Se fazer ouvir …
Procura pessoas
Para voltar a sentir
A voz dos homens, mulheres
E das crianças sempre a sorrir.
Lá ao fundo
No monte árvores
Vestidas de preto
Envergonhadas e melindradas
De tão despidas que estão,
São um cruel lembrete
Que só existem dois
Tipos de pessoas
No mundo …
As que constroem
E as que destroem impunemente.
E ficam livres para continuar
Os seus actos tresloucados,
Ficando o futuro de todos nós ameaçado.
Porquê? Deixar soltos semelhantes monstros?
Estão doentes tratem-se!
Ou serão vulgares meliantes
A soldo de alguém?
Precisamos das árvores
Para respirar …
Não servem só para inspirar
Poetas, cantores, atrizes e actores
E para enfeitar montes e vales
E dar bons cheiros e boas sombras
São o garante da sobrevivência da espécie humana …
Não podemos continuar ...
A destruir o nosso lar (planeta terra),
Precisamos das árvores para respirar!
Tento
Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...
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