quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Dividi ...



Dividi…

A minha alma em dois
E dei- te a melhor parte de mim
A melhor metade …
Ficou para ti.
Não me roubaste nada
Dei-te a minha essência
Sem ti não posso funcionar
Sou como o mar
Sem água
O chão sem terra
O céu sem estrelas …
Ou o universo sem planetas.
Ninguém consegue ultrapassar
O rio sem uma ponte …
Uma montanha sem uma grande força interior.
Dias menos bons se não tiver amor …
Ventos fortes como
Um tufão,
Se não tiver alguém
A quem dar a mão …
És tudo isso para mim
É muito mais …


Em ti

 Em ti

O teu amor baliza
O meu pensamento …
Está bem por dentro
Das minhas artérias,
Quando te vejo
Já não tenho memória
De mim mesmo …
Tudo o que que sou
Está em ti.


domingo, 31 de agosto de 2025

Momentos

Na vida temos de saber apreciar todos
Os momentos como por exemplo:
Beber café por uma caneca logo
Pela manhã …

Se algumas pessoas
Apreciassem o café pela manhã
O som dos pássaros,
O vento no rosto …
Uma boa conversa,
Não havia tantas guerras e tristezas por esse mundo fora
(mas nós somos pessoas ou animais ferozes?).

Acabem com as guerras
É que é algo horrível e triste
Qualquer dia tem de se inventar
Uma nova palavra para a definir
De tão cruel e insana que é.

Mas aonde está o sumo
Do teu arvoredo?
Nas palavras que escrevo
E que substitui a minha voz.

Vénus sorri lá ao fundo
No cotovelo do Universo
Está em contacto com a lua
Que ilumina os amantes a seu belo prazer.

Este (vénus) é que diz as mulheres
Por intermédio da Lua …
Quem escolher para esposo,
É nos homens a pensar que tínhamos
Algo a dizer sobre o assunto.

Cá em baixo
Os humanos lutam
Pela sua sobrevivência
Só para manter a sua elegância natural
Tem que dar muitas voltas.

Novo dia
Novas atitudes
É um dia de cada vez
E o mundo vai e avança ...

Pela janela ...
Ouvi o sorriso de uma criança
Que tem de ter planeta
Aonde dormir e brincar,
Um planeta tão bonito
Tem de durar mais alguns milhões de anos …

Pelo universo adentro vamos
Mas quem é que vai aos comandos?
O planeta já sabe o caminho
É sempre ao redor do Sol
Não há que enganar …

Sai mais uma caneca de café
Para apreciar …
E refletir,
Um pouco sobre a existência …

Quantas flores a alma pode
Carregar e distribuir por ai …
Por toda uma geração de conterrâneos.
(ilimitadas presumo)

sábado, 30 de agosto de 2025

Pedestal possível

Expectativas ganharam
Asas e voaram para fora
Do meu pedestal …
E olham para mim à espera que aconteça
Algo de colossal …

Mas ninguém é antes de o ser
Nada sei sobre o meu futuro …
So tenho experiência daquilo que vejo
No decorrer da minha simples vivência.

Escrevo enquanto grito
Palavras que depois se transformam
Em granito e já não se ouvem …
É preciso alguém para as ler.

Para que estas possam viver
Neste labirinto de emoções,
Que é a liberdade de se poder dizer
O que se pensa.

Serão sempre preciso pessoas
Para reconhecer
Os nossos sonhos
No meio das estrelas …

Sigo algumas para procurar inspiração
E estas estão lá sempre
Que preciso,
De dar atenção,

Ao meu livre arbítrio e as minha alminhas
Que vou alimentando
E que me seguem por todo o lado
E que vou amiúde
Criando …

Vou a todo o pano
Sigo viagem
Uso a cabotagem,
Olho para margem
Para não me perder.

Lá no mar alto existe
De facto …
Muitas distrações a acontecer
E não se vê terra ...

Nunca sabemos o que encerra
O desconhecido
É fácil ficar perdido
Na imensidão do inexplorado e misterioso.

E depois quem nós salva?
Se a nossa barca errar o destino
Quando nós lembramos
Que não era por ali
Que deviamos ter ido ...

Aonde é
Está a mão
Salvadora
Que trabalhou tanto
Na lavoura …
De Sol a Sol …
Para nos ver sorrir?

Está bem lá
No alto 
A zelar
Por nós.

Não trago nas mãos
O esquecimento ...
Não esqueço quem me criou
E animou quando tudo ...

Parecia perdido
Fruto da ingenuidade e da candura
De quem ainda não conhecia
Bem o mundo em que vivia …
E que sorria para tudo e todos.

Mas a sobrevivência
E uma ciência
Quando a dominamos
Ficamos a rir,
Dos erros da nossa adolescência,
Mas que não são para esquecer são só para não repetir …

Ah como é belo e desafiador o voo
Das nossas almas
Quando se percebe
Que se partiu em viagem com a
Roupagem criada por si.
Pode não ser
Espampanante (mas são elegantes aos olhos de quem a veste).

E voa hesitante
No meio de ventos fortes e desnorteados,
Mas procura o seu ninho
No ramo mais alto.

Para ver lá ao fundo

O que de mais profundo
Tens dentro
De ti
Oh Arte.  

Dou o que tenho
E a nada mais sou obrigado
Prefiro ser prosaico a ficar calado
Sou poemas de um sonhador
Que dormita na minha pessoa
E que de vez enquanto implora.

Para passear
No meu jardim …
Reconhecendo a minha vontade de
Escrever e redigir …
Mas tão longe do pedestal que um
Dia alguém sonhou para mim …

Mas escolhi o meu destino e nele faço fé
E por outro lado … como é que se sai
Daquilo que se é?
(Sem de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo).

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Extensões de mim

Quando era pequeno
Tinha sonhos agora tenho
Extensões de mim …
Que se querem afirmar.

Sigo a minha trajetória
Fujo mas não me vou embora
Não existe sítio seguro
Aonde me possa abster de mim. `

Da competição não gosto
Entrego as faixas de campeão
A quem perceber que corto sempre
A meta em primeiro quando estou a escrever (pelo menos para mim)

Talvez não seja tanto assim
Mas quem não acredita
Em si … não regará as flores do seu jardim
Só sentirá o cheiro de flores alheias.

Acreditar é preciso
Não viver obcecado é condição essencial
Para a qualquer momento voltar
Tudo ao princípio … e isso não me convém. 

A estrada é uma porta 
Para quem não se importa
De se esquecer um pouco de si
E não ir por aonde vai …
E perceber que o mundo é um reflexo
Da sua personalidade e dos seus parametros ancestrais.

Vou por ali
Mas não por aqui
Quem me colocou o que vejo
Na minha frente foi a personalidade
Que tenho …
Só vejo o que quero
A parte que não vejo não me diz respeito.

Somos o que comemos, bebemos
E lemos, não o podemos ignorar,
Mas nada fala mais alto
Do que aquilo que vemos e com quem andamos…,
O resto é consequência da nossa condição de humanos …

Ladainha

Seguias durante o entardecer
Mesmo ao lado da minha estrada
E agora dizes que não foi nada (bis)
Mas durante a desfolhada encontrei o milho vermelho
Oh menina por aonde foste (Bis)
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Só quero te quero dar um beijo
Não é razão para ires ao confessionário …
E também não sou revolucionário,
A tradição fez o despacho
E às escuras não te acho
Foste por ali a fora
Não fujo nem me vou embora
Fica tudo em segredo não saio daqui
Não tenho medo … sei que não vou parar
Ao degredo … isso era antigamente ...
Isto funciona assim: encontrei o milho vermelho
Vou ter de te dar um beijo
Ou dois depois logo vejo
A tua carinha laroca
Não vai fugir para a toca
Ou não gosto mais de ti (bis)
Oh mulher és estão bonita
Mas não te vou pedir em namoro
Só te quero para te beijar.
E não podes levar mal
Porque encontrei o milho vermelho
Mesmo dentro do teu quintal
E a tradição é para respeitar (bis)
E não vou ficar borracho
Só porque as escuras não te acho
Aí … aí … ai …ai …
Oh Maria para aonde vais (bis)
Vi te a subir o carreiro e agora não te vejo …
Viram te a namorar com um velho
Que tinha tanto de idade como tinha de engenho …
Ai … ai … ai …ai … oh Maria para aonde vais (bis)
Vou ter de dizer aos teus pais por aonde andas e com quem vais
Vou ter de contar aos teus pais … (bis)
Tens de cumprir a tradição
Não me deixes com o milho na mão
E a minha boca seca de beijos.
Oh menina para aonde vais?
Só te quero dar um beijo
A tradição fez o despacho
E as escuras não te acho …
Aí … ai … ai … ai oh Maria para aonde vais (bis)
Olha que vou dizer aos teus pais …



quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Porquê?

Fui por ali fora
Escrevendo palavras decentes
Impedindo que estas caíssem
Para a borda da estrada
Obstando que se sujem ou que se danifiquem …

A estrada é empoeirada
Cheia de buracos e pó
Mas para mim …
Parece um monumental jardim
Cheio de flores.

Um lago no meio
Do arvoredo,
Que guarda mil segredos,
Daqueles que escolhiam aquele
Lugar para namorar …

Quantos promessas
Foram ditas …
Quantas verdades
Foram proscritas pela realidade?

Um pouco mais
Para a frente ruínas
Do que antes foi um palácio
Aos olhos de alguém,
Que sempre fez tudo para o merecer
Mas que o tempo resolveu abandonar
E esquecer …

Campos sozinhos
De vontades e designios 
Esperam por mão anónima,
Que lhes concedam
O esplendor de outrora.

O som luta para
Se fazer ouvir …
Procura pessoas
Para voltar a sentir
A voz dos homens, mulheres
E das crianças sempre a sorrir.

Lá ao fundo
No monte árvores
Vestidas de preto
Envergonhadas e melindradas
De tão d
espidas que estão,

São um cruel lembrete
Que só existem dois
Tipos de pessoas
No mundo …
As que constroem

E as que destroem impunemente.
E ficam livres para continuar
Os seus actos tresloucados,
Ficando o futuro de todos nós ameaçado.

Porquê? Deixar soltos semelhantes monstros?
Estão doentes tratem-se!
Ou serão vulgares meliantes
A soldo de alguém?

Precisamos das árvores
Para respirar …
Não servem só para inspirar
Poetas, cantores, atrizes e actores

E para enfeitar montes e vales
E dar bons cheiros e boas sombras
São o garante da sobrevivência da espécie humana …
Não podemos continuar ...
A destruir o nosso lar (planeta terra),
Precisamos das árvores para respirar!

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...