terça-feira, 16 de julho de 2024

No campo entre as árvores

 No campo é que se está bem 

 A verdura sente-se e faz bem a alma

 Porquê não sei … 

  

  Talvez sejam os cheiros

  A eucaliptos, a  pinheiros …

  A terra molhada pela chuva,

  Cujo cheiro não se consegue descrever apenas 

  O conseguimos sentir …

  O trinar das aves é como o som nos filmes 

  Dá sentido a tudo o que vemos 

  E o argumento fica completo 

  Imagem e som … não podemos pedir mais ou podemos?

  O ar do campo é diferente da cidade 

  Enche nos os pulmões de oxigénio 

  E ajuda o nosso respirar 

 Que parece que em vez de andar 

 Vamos a flutuar … 

 Por ali fora … a sentir o vento na cara  sem medo será que alguém zela 

 Por nós … mas quem?

 Talvez seja a mãe natureza que na sua máxima

 Esperteza nós da a mão para que nunca nos esquecemos que por vezes temos que regressar às origens.

 Porque sem esse entendimento o de termos de respeitar a natureza porque foi esta que nos pariu … e nos deu vida para onde vamos morar se  o nosso planeta se esburgar …

E ficar apenas pedras e cinzas? 

Ainda estamos a tempo de nos salvar pular por cima da ganância e da corrupção 

Levantarmos- nos do chão e ... navegar …

Num mundo verde e azul e não preto e cinza … sem o trinar dos pássaros, o encanto da verdura do campo...

E a sua luz ténue que desperta suave e acolhedora nas manhãs solarengas, …

Para onde vamos?

       

      

     

terça-feira, 9 de julho de 2024

Existir

Se não sabes quem és 

O teu caminho permanecerá obscuro entre a bruma. 

Da alvorada e o entardecer tardio.


 Se não sabes quem és 

 Nunca escutas-te o teu ser.

 Nunca quiseste saber de este para nada 

 Quando o teu existir sorriu para ti

 Para te explicar por onde devias ir …

 Abanas-te a cabeça sacudindo o teu pensamento

 Para longe … e o teu existir permaneceu perdido no tempo …

 E seguiste um caminho qualquer 

 Talvez o que estava mais na moda. 

 E agora já não te consegues reconhecer

 A pessoa que disseste que és 

 Em lado nenhum …

 O barco sobe e desce as ondas

 Que parecem sempre iguais …

 Tens de estar sempre preparado para sair 

  Em qualquer cais … para ver se o teu ser se reconhece entre os demais …

   Se só vires sombras e sentires no rosto ventos cruzados … 

   Pessoas que não te entendem 

   E que em vez de te tentarem perceber 

   Porque é que tu és assim …

   Sempre tão desconfiado,

   Preferem por te de lado. 

   Pega na enxada e sobe o monte 

   Por entre as urtigas e as urzes 

   E o Sol picado …

   Por mais que te custe 

   O teu lugar não é ai …

   É mais para o lado ou é mais para a frente 

   Não fiques desolado porque pensas que és diferente 

   Apenas ainda não encontraste os teus pares 

   Mas como é que queres que assim seja 

   Se não sabes quem és… 

   O que vale é que podes sempre escutar os teus pensamentos e recomeçar lentamente todo o processo de auto-conhecimento…

   E veres o teu existir de uma forma diferente 

   A vida está sempre pronta a ser vivida de diversas formas,  porque ainda ninguém conseguiu por grilhetas na alma nem no nosso livre arbítrio.

   

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Regresso às origens

Temos de regressar à cultura e a natureza para salvar o mundo e para não nos auto destruirmos, mas também para dar sentido a humanidade.

terça-feira, 26 de março de 2024

Na estação

 Gostava de passear 

 Entre os plátanos bestiais numa noite de luar 

 Respirar dentro de água …

 À procura do meu ser cristalino e puro.

 E assim ir esculpindo o meu ser 

 Na pedra lascada …

 Enquanto respiro em uníssono com a multidão já cansada de tantas promessas, que nos vão mudar a sorte  

 Porque os búzios desta vez caíram virados para norte … vai haver, paz,  pão, habitação para todos … mas é tudo em vão não vai dar para tanto, é a miséria de sempre …

 Empurro o meu elefante pelas escadas acima porque não?

  Queres sair e entrar suavemente num local desconhecido de ar puro e cristalino onde as estrelas brilham e o mar está calmo.

  Aonde habita um ser 

  Que não conheces mas és tu  

  Mas com outro destino menos introspectivo e mais user frendly…

  Mas que o destino te impede de alcançar? Sim!

  Porque não mudar a sina? Como quem veste roupa nova,

  Só para ir passear … ao domingo pela praia sem grilhetas nos pés nem na alma … junto a ti.

  Não vês que esse comboio 

  Já partiu à muito tempo …

  Talvez dê a volta … e regresse 

  Para me levar … ainda o ouço apitar lá ao fundo …

  Estou naquela estação dos azulejos azuis e brancos  junto ao mar.

  Não vês que esse comboio 

  Já partiu à muito tempo …

  Talvez dê a volta … e regresse 

  Para me levar …


    

   

sexta-feira, 22 de março de 2024

O que fazer?

 Beijei - te o rosto 

 E tu beijas-te me a alma ....

 O que fazer enquanto não dislumbro 

 O teu jeito de amar?

Para aonde ir?

 Somos o sonho de alguém 

 Que se quer materializar …

 No tempo e no espaço.

 Mas por aonde fugir quando …

 O sonho sonhado aparece acordado 

 À nossa frente mas nós só queremos 

 Dormir um pouco … esquecer um pouco …beber um pouco …

 Silenciar um grito rouco que nos pede para acordar e jogar o jogo mesmo que seja num longo despertar.

 Mas se as paredes parecem desmoronar

 Como segurar “a vontade” de ir por aí e sonhar à nossa maneira se só se vê cinzento e preto… 

 E nós queremos sempre azul e banco, e uma esplanada 

 Aonde pensar em nada já é muito bom …

 Mas se calhar tem de haver cinzento e preto para

 conseguirmos apreciar outras cores … outro estado de espírito …

 Será que temos de ser infelizes de vez enquanto para conseguirmos apreciar a felicidade? E um pouco ingénuos para percebermos o que é a realidade?

 Depois de uma boa dose de pensamentos menos positivos, lavamos o rosto e secamos a alma que fica pronta para lutar pelo nosso querer. 

E lá vem a catarse … uma montanha de fogo e de picos que é preciso subir do outro lado, do vale existe paz, serenidade e tranquilidade …

 E muito alimento para a alma.

 Mas enquanto não chegamos a esse vale …

 Para aonde vamos? 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Rede de sonhos

 Num mundo sempre em mudança

 Para onde vamos?

 Porque não deixar cair os braços 

 E esquecer a ambição por momentos 

 E celebrar a vida descansando numa rede de sonhos já realizados?

 Ouvindo o vento a trazer à memória histórias

 Felizes de antanho … 

 Quando tudo brilhava a nossa volta 

 E não havia futuro ...

 Nem sabíamos o que isso era 

 Ainda não se tinha revelado,

 Nem fazia falta o nosso há de vir era construído 

 Pelos nossos pais e estava tudo bem.

 Depois numa tarde solarenga 

 Percebemos que os anos foram passando 

 E nosso “querer” foi entrando sem pedir licença 

 E o nosso mundo ficou mais pequeno mas mais profundo,

 Porque tivemos de escolher o caminho que queríamos seguir … 

 No meio de tantas escolhas …   

 Cada um fez as suas apostas   

 Criou asas e voou esquecendo os seus medos …

 E a vida foi revelando os seus segredos …

 Aprendemos a evitar os espinhos 

 Colhendo as nossas rosas pelos caminho 

 Colocando algumas medalhas …

 No nosso peito que já ninguém nos pode tirar:

  Diplomas, experiências, erros que não voltarão a ser cometidos, 

  Momento inolvidáveis ... que passaram ...    

  Mas ficaram na nossa mente.

  Aprendemos a gostar de nós e a  amar quem nos quer bem. 

  Como sabemos que alguém gosta de nós?

  Quem gosta de nos volta sempre 

  Para nos visitar … 

  Para perguntar como é que estamos 

  E não nos esquece porque algo de nós nessa pessoa permanece.

  E o amor? …

  Para alguns homens é tão fácil,

  E para outros é uma "besta negra" que não se deixa aprisionar ...

  O erro está em o querer encarcerar 

  Quando o que está certo é ao seu lado navegar ...

  Benditos aqueles que fazem o que gostam

  E que constroem em vez de destruir 

  Porque a eles pertence o reino da felicidade. 

  Que o nosso caminho 

  Seja leve como um borboleta,

  Tão intenso como o desejo 

  E tão intemporal como o amor ...

    


Ainda tens ...

  Ainda tens … Não estás sozinho nesta vida Não tens que subir a montanha sozinho Podes entrar na porta dos teus sonhos E não deslizares par...