segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Mantra invisível

O calor aperta 

A noite espreita 

Para onde vou ?…

Que aventuras esperam por mim 

Do outro lado do monte?

Nem tudo é imprevisível 

Da para ver a ponta do véu

O resto permanece nas sombras 

Mas nós vamos que remédio 

Ficar sempre no mesmo sitio?

Que canseira …

Que mundo tão estranho 

Parece que não acontece nada 

Mas quando menos esperamos não sabemos 

Para onde vamos … com quem contar 

O que dizer com quem falar …

Mas quem sabe o que quer 

Mete as peças todas no sítio 

Do xadrez invisível que é a vida …

Valendo - se da sua experiência

Que com o acumular dos anos já se tornou 

Uma quase exata … ciência

E não falha …

Por essa razão permaneço confiante 

Entro no meu ser porque uma nova aventura 

Dos sentidos e emoções em catadupa tem de forçosamente recomeçar …

Mas falas que queres uma Vitoria 

Por ano … ou duas …  

Para depois colocares na galeria do teus troféus junto 

Aquela velha espada que usas para derrotar os teus demónios invisíveis …

Mesmo que ninguém perceba nada …

Lá estão eles, os teus troféus, na montra invisível 

Que tens na mente … não à necessidade de grandes anúncios … na verdade talvez seja melhor as nossas conquistas ficarem registadas

No nosso registo secreto onde guardamos os nossos segredos 

Uma espécie de amor de verão 

Que ficou perdido nos rochedos 

Mas que ainda mexe com o nosso coração

E fez de nós uma pessoa melhor…


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