quinta-feira, 29 de junho de 2023

Pássaros azuis

E assim vamos andando 

E assim vamos fazendo como se fossemos 

Pássaros azuis a construir um ninho 

No meio do arvoredo.

Se vivermos um dia de cada vez

Conseguimos ouvir as nossas palavras

No horizonte ... engalanadas e embelezadas

Pelos nossos sonhos,

Que cantam melodias que prometem  

Bom tempo e  dias melhores 

Que estes … que se vão sucedendo uns atras dos outros... 

A natureza ensina-nos que a beleza das coisas 

Está na sua simplicidade 

Sabemos bem qual a resposta para o que almejamos  

"Faz que Deus te ajudará"

"O que não tem remédio remediado está"

"A voz de Deus é a voz do povo"

E encantados da vida 

Colocamos a nossa vontade como primeira prerrogativa 

Do nosso cerne   

E lá vamos ao leme 

Das nossas vontades …

Bem no centro  

Da trave mestra que segura 

O nosso modus vivendi 

E vamos  por ai fora …

Mostramos parte do que somos 

Mesmo que quisesses mostrar 

Toda a nossa personalidade   ... não conseguimos 

Somos um ser em construção … com …

Alma vísceras e coração …

Na nossa azafama diária temos de deixar 

Sair o que respiramos  

Colocando ... travões na ansiedade 

E nos pensamentos menos positivos,

Buscando soluções para os problemas 

Que nos desafiam para depois serem por nós conquistados,

Apaziguados, solucionados,

A seguir vamos para ao pé do mar 

E o que vemos? Areia fina 

Ondas, o céu azul … pessoas despidas 

Dos seus problemas … divertindo - se 

Crianças vestidas de inocência 

Espalham alegria com as suas gargalhadas …

E uma paz interior invade os nossos sentidos 

Esta incentiva - nos a sentarmo-nos ao Sol 

E respirar fundo …

Enquanto o nosso planeta vagueia imperturbável 

Pelo espaço profundo ... como é que ele sabe

Para onde vai? Não sabemos …

À dilemas que não têm explicação 

Na nossa vida e nós confins do Universo … logo …

Porque não nos sentamos a ouvir o som das ondas 

E a observar o horizonte?

A beleza das coisas simples

É a que mais fascina a nossa mente …

Carregamos baterias sorrimos 

E seguimos em frente …


  




sexta-feira, 23 de junho de 2023

Assim o fiz

Quis o destino

Assim o fiz ... calcorreei o espaço

Apanhei a boleia do tempo ...

Li os versos que outros escreveram

Sentei - me a tentar compreender a dialéctica 

Que de vez enquanto me envolve o cérebro,

E sentado no trono supremo dos sonhos 

Descobri sensações por mim nunca navegadas …

E num horizonte que muda constantemente 

E num chão escorregadio, nebuloso e enganador 

Salva - se neste mundo a beleza do campo, a Arte e o amor.

Vi rebanhos a subir o monte 

De mão estendida para mim 

Queriam levar - me 

Agradeci ...

Mas não fui com eles,

Aguentei firme esperando descobrir o meu vale 

Encantando, no meio das urzes, do arvoredo e dos canaviais 

Aquele que me faz feliz ...

E que para mim foi criado.

Quando o descobri 

Entrei nele e fiquei contente.

Foi difícil passei muitas noites a estudar    

E dias e dias a fazer testes 

Neste momento agradeço a todos os meus mestres

Se tenho alguma coisa é graças a eles...      

O futuro não o consigo ler 

Crio espectativas e depois 

O que for será ...

Mas o responsável por tudo o que me acontece

Tenho de admitir que é a minha pessoa

Nascido e criado na grande lisboa.

Que só de pensar nela sinto  - me lisonjeado 

Por ter nascido numa terra com tamanha história, fado e glória.

Vi isso tudo da janela dos meus pensamentos 

Porque nela já não vivo …

À algum tempo …

Se queremos que a nossa sorte mude

Temos de ser nós a faze - lo.

Admito que essa premissa é verdadeira 

Sentado na praia da areia fina 

Estendo o corpo no areal,

Oiço a música dos búzios

Que o mar profundo esconde

E que alegra o coração ao ouvir o som 

Da profundidade antiga …

Misturados com o conhecimento 

Que vou adquirindo no dia a dia.

Sorte daqueles que descobrindo - se depois de muito procurar, esgravatar, esquadrinhar  

Procuram nos dias a tranquilidade das noites   

E a sabedoria que existe nas entrelinhas 

Das coisas que nos vão acontecendo 

Misturadas com o que vamos lendo e vendo 

Por esse mundo fora ...     


Assim o fiz ...

 

 

  

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Ciclos

O tempo está presente no nosso quotidiano 

Não o sentimos mas está …

As ondas também tem o seu ritmo, o seu som 

Mas nem sempre as vemos … mas existem talvez sejam a respiração do mar quem sabe…

Numa mudança de ciclo para onde vamos?

Não sabemos à uma expectativa positiva 

Que vamos ficar melhores …

Que vamos esquecer as conquistas vás 

E acordar num mar de felicidade … onde o mar quebra 

E separa o Yen do Yan … 

O bem do mal …

O negativo do positivo.

Mas qual o nosso destino não sabemos 

Enquanto passeamos pela vida  temos de estar sempre

De mala na mão … nunca sabemos para onde vamos …

À determinados momentos insondáveis 

Que escondem qual a direção para onde 

O nosso futuro se dirige …

Apertamos os cintos e deixamos nos  ir 

Reconhecendo nas pequenas coisas 

Resquícios daquilo que somos …

Nas viagens que fazemos 

Reconhecemos sempre um deja vous 

Em qualquer parte mas o que vemos são 

As nossas vivências projetadas 

No tempo e no espaço …

Mesmo em locais onde nunca estivemos 

É o nosso poder da adaptação 

A querer deixar nos confortáveis 

Mesmo numa grande mudança à algo que nunca se altera 

O que somos … esse ser permanece sempre.


domingo, 11 de junho de 2023

Momentos

Olá a todos os leitores do meu blog, neste momento a minha atividade nesta plataforma, é nula como já devem ter percebido, porque a minha atividade profissional de docente neste momento é muito intensa e não tenho cabeça para escrever, para semana já vai haver novidades.

Um abraço a todos (as) 

Miguel Lopes 

Tento

Tento Tento escrever dias, noites e silêncios Procuro em mim algo que esclareça Quem sou … As flores do meu jardim Olham-me esperando algo n...