És um criativo que de vez enquanto
Se solta …
Que se afasta durante algum tempo
Da sua missão …
Mas depois volta para continuar a sua obra.
O mínimo que o destino cobra
Para se ser um criativo
Um poeta lírico, épico ou mesmo um poeta filósofo
É ficar preso aos seus ditames.
A cadência da poesia fica na nossa cabeça
Nos nossos nervos, ossos, células …
E depois quem a tira de lá?
Neste território quase hostil
Que é o mundo …
À que sobreviver
É um dia de cada vez
Quando pensamos que temos tudo controlado
E deslizamos num mar de senhoras
Por entre a candura das águas
Das algas, e dos nossos sonhos
Lá aparece o elefante na sala …
Depois do assombro de o vermos aparecer
E de algum desconforto à que o dizer …
Temos de o retirar gentilmente
Da nossa frente com a delicadeza cirúrgica
De quem sabe que todos os problemas
Tem solução …
O que temos de fazer para
Não adormecer o nosso âmago, a nossa vontade
A nossa razon d’ étre …
É definir objetivos
E depois persegui-los sem fazer alarde
Dos mesmos …
Para que tudo se alinhe
Em nosso benefício
As estrelas, os astros, o nosso destino …
E quando as nuvens dispersarem
Vão dar lugar ao verdadeiro céu …
As sombras darão lugar à luz
E todos os nossos receios, medos, tormentos já vencidos,
Pela nossa determinação
Não serão mais que uma mera recordação
Que se desvanece ao longo do tempo perdendo - se
No labirinto dos nossos dias … noites …
Tardes e manhãs …