quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

A invenção do amor

 Ponho todo o meu amor 

 Nas tuas mãos…

 Só tens de me dizer 

 Se ainda me amas ou não. 

 Somos do mesmo signo  

 Amamos as mesmas coisas,

 Nada impede de sermos um só. 

 No dia em que o nosso amor foi inventado 

 Estava pouco vento 

 E muito Sol,

 A água salgada batia

 Nos rochedos, desapareceram todos 

 Os nosso medos, demos as mãos…

 A água azul turquesa separou-se passamos incólumes 

 Por todas as nossas dúvidas, anseios, temores 

 O chão estava coberto de pequenas 

 Pedras de todas as cores…

 Ouvimos um canto de uma sereia 

 Tão intenso e suave como o voo da ave 

 Que possa suavemente na areia.

 As bolhas de água 

 Por cima de nós 

 Dançavam e faziam desenhos 

 Tão engraçados que não sabíamos 

 Se estávamos a dormir ou acordados.

 Sorrimos um para o outro,

 Saímos da água,

 Olhamos para o céu estrelado 

 E vimos o nosso nome 

 Na abóbada celeste desenhado

 Quem o desenhou? Quem nos quer bem 

 Foi uma experiência mística? Foi!

 Inigualável, inebriante sim senão não é amor.

 Talvez o amor seja um desígnio 

 Que um mágico criou

 E que não revelou qual o segredo 

 Para o decifrar,

 Esconde o jogo

 Na manga ou na cartola 

 Pouco importa 

 Só diz que…

“ É a lei da atração a funcionar”

 E sorri como quem beija 

 Um buquê de pétalas de ouro 

 Verdadeiro e duradouro …

 


 


 

 






 


 

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