A vida é como se fosse uma nuvem
Que habita o céu ...
Que se converte e desconverte
Por vezes surgem imponentes negras como breú
Outras dispersas pela abóbora celeste deixam o Sol penetrar,
Nos nossos corações e a vida quer fluir e tudo brilha à nossa volta.
E tudo parece feito de algodão doce,
E a nossa existência parece flutuar no espaço tão leve que está.
Mesmo quando estão negras as nuvens
Nós vamos por ali fora porque a vida não espera por ninguém,
Existem contas para pagar ... compras para fazer ... trabalho para realizar ...
E resistimos a tudo vagas de tamanho imenso e outras mais pequenas,
Tapam o nosso horizonte e nós para onde vamos?
Para a frente sempre para a frente ...
Por vezes de mão dada e por vezes sós ...,
Se for preciso vamos às cegas porque temos de descobrir terra firme
Daquela que nos segura com firmeza para podermos descansar…
O nosso corpo e a nossa sapiência.
No dia seguinte talvez apareça,
Um raio do Astro Rei para nos salvar ...
Nós sabemos bem que depois da tempestade vem a bonança,
E a vida segue por entre muros e desertos
Ventos contrários e pântanos gigantes,
Nesse momento só temos de descobrir o nosso oásis e navegar …
Pelo destino que escolhemos conquistando
Os nossos sonhos enquanto outros desejos ainda imberbes,
Olham para nós como se nos quissessem desafiar
E nos sorrimos porque sabemos,
Que um dia por entre nuvens negras, tempestades
Vagas enomes e outras mais pequenas
Os vamos conseguir conquistar.