quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Dou


Escrevo palavras
E silêncios ... 
Por caminhos inexplorados vou …
Redijo mesmo quando não estou
Inspirado …
Tudo o que tenho dou …

Quero destruir muros
Fazer pontes onde só existem abismos
Procurar fontes aonde o
Meu pensamento
Que está fechado em mim
Quer sair …
Para no esquecimento não cair.

Agarro nos seus braços
E dou lhes colo …
Por serem ainda imberbes
Precisam de mim para florir
E existir …

Depois de muito ler,
E conhecer muita sapiência,
Daquela que ficou retida
E perpetuada no tempo
Invento …
Novas flores
Novos vales
Novos montes
Novos amores …
Novas formas de pensar o ilimitado.

Do meu pequeno degrau dourado
Quero ver o universo possível
Aquele que ainda ninguém viu
Mas que habita algures
No raciocínio humano …

E construir um futuro novo
Aonde todos possam
Refletir sobre o que escrevo
Trabalhar amar e sorrir
A vida não é só para alguns
É para todos …

Quero ver no teu rosto alegria
És especial e único independentemente
Das tuas convicções …
Do teu salário (ser grande ou pequeno)
Nunca deixes ninguém dizer-te
O contrário …


És

És

És a rainha
Da minha praia …
Quando te ausentas
De mim …
És a dona do meu pensamento.
A caravela que preciso
Para enfrentar
Um novo bojador …
E quando tenho de ter forças para 
Me ultrapassar para além da dor
E do marasmo criativo
Por esse motivo
Quero que saibas
Que todo o que sou
É por ti relacionado
Es o beijo …
Que nunca dei
E está em ti imaculado
Alma pura e Cândida
Que não encontrei
Em mais nenhum lado …

Entrei

Entrei

Prendeste-me no teu
Amor e agora para
Aonde vamos?
Entrei na tua caverna
Porque tu quiseste
Sentir a volúpia
De alguém que não
Se conforma
Em estar
Só …
Foste a luz
Que guias-te
A minha alma titubeante
Que de outra forma
Seguiria sem destino
Ribanceira abaixo sem um ramo
Para se agarrar,
Ou um desígnio
Para que permitisse ver mais longe.
Teria desaparecido numa encruzilhada qualquer 
Se não me …
Mostrasses um amor maior
Que o mundo todo …
Dei um salto profundo
Para me agarrar
Ao teu amar
E enganar aqueles dias
Aonde só
Me apetece naufragar …
Nas ondas violentas
Do mar
Do Norte
E cair nos braços
Do esquecimento.


Dividi ...



Dividi…

A minha alma em dois
E dei- te a melhor parte de mim
A melhor metade …
Ficou para ti.
Não me roubaste nada
Dei-te a minha essência
Sem ti não posso funcionar
Sou como o mar
Sem água
O chão sem terra
O céu sem estrelas …
Ou o universo sem planetas.
Ninguém consegue ultrapassar
O rio sem uma ponte …
Uma montanha sem uma grande força interior.
Dias menos bons se não tiver amor …
Ventos fortes como
Um tufão,
Se não tiver alguém
A quem dar a mão …
És tudo isso para mim
É muito mais …


Em ti

 Em ti

O teu amor baliza
O meu pensamento …
Está bem por dentro
Das minhas artérias,
Quando te vejo
Já não tenho memória
De mim mesmo …
Tudo o que que sou
Está em ti.


domingo, 31 de agosto de 2025

Momentos

Na vida temos de saber apreciar todos
Os momentos como por exemplo:
Beber café por uma caneca logo
Pela manhã …

Se algumas pessoas
Apreciassem o café pela manhã
O som dos pássaros,
O vento no rosto …
Uma boa conversa,
Não havia tantas guerras e tristezas por esse mundo fora
(mas nós somos pessoas ou animais ferozes?).

Acabem com as guerras
É que é algo horrível e triste
Qualquer dia tem de se inventar
Uma nova palavra para a definir
De tão cruel e insana que é.

Mas aonde está o sumo
Do teu arvoredo?
Nas palavras que escrevo
E que substitui a minha voz.

Vénus sorri lá ao fundo
No cotovelo do Universo
Está em contacto com a lua
Que ilumina os amantes a seu belo prazer.

Este (vénus) é que diz as mulheres
Por intermédio da Lua …
Quem escolher para esposo,
É nos homens a pensar que tínhamos
Algo a dizer sobre o assunto.

Cá em baixo
Os humanos lutam
Pela sua sobrevivência
Só para manter a sua elegância natural
Tem que dar muitas voltas.

Novo dia
Novas atitudes
É um dia de cada vez
E o mundo vai e avança ...

Pela janela ...
Ouvi o sorriso de uma criança
Que tem de ter planeta
Aonde dormir e brincar,
Um planeta tão bonito
Tem de durar mais alguns milhões de anos …

Pelo universo adentro vamos
Mas quem é que vai aos comandos?
O planeta já sabe o caminho
É sempre ao redor do Sol
Não há que enganar …

Sai mais uma caneca de café
Para apreciar …
E refletir,
Um pouco sobre a existência …

Quantas flores a alma pode
Carregar e distribuir por ai …
Por toda uma geração de conterrâneos.
(ilimitadas presumo)

sábado, 30 de agosto de 2025

Pedestal possível

Expectativas ganharam
Asas e voaram para fora
Do meu pedestal …
E olham para mim à espera que aconteça
Algo de colossal …

Mas ninguém é antes de o ser
Nada sei sobre o meu futuro …
So tenho experiência daquilo que vejo
No decorrer da minha simples vivência.

Escrevo enquanto grito
Palavras que depois se transformam
Em granito e já não se ouvem …
É preciso alguém para as ler.

Para que estas possam viver
Neste labirinto de emoções,
Que é a liberdade de se poder dizer
O que se pensa.

Serão sempre preciso pessoas
Para reconhecer
Os nossos sonhos
No meio das estrelas …

Sigo algumas para procurar inspiração
E estas estão lá sempre
Que preciso,
De dar atenção,

Ao meu livre arbítrio e as minha alminhas
Que vou alimentando
E que me seguem por todo o lado
E que vou amiúde
Criando …

Vou a todo o pano
Sigo viagem
Uso a cabotagem,
Olho para margem
Para não me perder.

Lá no mar alto existe
De facto …
Muitas distrações a acontecer
E não se vê terra ...

Nunca sabemos o que encerra
O desconhecido
É fácil ficar perdido
Na imensidão do inexplorado e misterioso.

E depois quem nós salva?
Se a nossa barca errar o destino
Quando nós lembramos
Que não era por ali
Que deviamos ter ido ...

Aonde é
Está a mão
Salvadora
Que trabalhou tanto
Na lavoura …
De Sol a Sol …
Para nos ver sorrir?

Está bem lá
No alto 
A zelar
Por nós.

Não trago nas mãos
O esquecimento ...
Não esqueço quem me criou
E animou quando tudo ...

Parecia perdido
Fruto da ingenuidade e da candura
De quem ainda não conhecia
Bem o mundo em que vivia …
E que sorria para tudo e todos.

Mas a sobrevivência
E uma ciência
Quando a dominamos
Ficamos a rir,
Dos erros da nossa adolescência,
Mas que não são para esquecer são só para não repetir …

Ah como é belo e desafiador o voo
Das nossas almas
Quando se percebe
Que se partiu em viagem com a
Roupagem criada por si.
Pode não ser
Espampanante (mas são elegantes aos olhos de quem a veste).

E voa hesitante
No meio de ventos fortes e desnorteados,
Mas procura o seu ninho
No ramo mais alto.

Para ver lá ao fundo

O que de mais profundo
Tens dentro
De ti
Oh Arte.  

Dou o que tenho
E a nada mais sou obrigado
Prefiro ser prosaico a ficar calado
Sou poemas de um sonhador
Que dormita na minha pessoa
E que de vez enquanto implora.

Para passear
No meu jardim …
Reconhecendo a minha vontade de
Escrever e redigir …
Mas tão longe do pedestal que um
Dia alguém sonhou para mim …

Mas escolhi o meu destino e nele faço fé
E por outro lado … como é que se sai
Daquilo que se é?
(Sem de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo).

Ainda tens ...

  Ainda tens … Não estás sozinho nesta vida Não tens que subir a montanha sozinho Podes entrar na porta dos teus sonhos E não deslizares par...