E a vida vai … para onde nos leva a nossa vontade
Por passadiços de madeira rodeada de árvores
E de cheiros a folhas de eucaliptos e a terra molhada
Embalados por suaves brisas matinais …
Mantemos o tino no nosso destino.
O pior é quando as nuvens negras
Aparecem sem pedir licença
E quando nos apercebemos
Para aonde foi o nosso equilíbrio mental?
E temos de subir o monte porque
A nossa constância foi pela encosta acima
E anichou-se no outro lado da nossa alma
Temos de a conquistar para tudo se acalmar.
E não o conquistamos com falinhas mansas
Só com trabalho, empenho, dedicação …
Quem disse que iam ser
Só rosas ir atrás dos nossos sonhos?
O livre arbítrio,
Os nossos genes,
Algo que lemos que nos influenciou,
Ou fugimos para aonde o nosso destino
Nós encontrou e fomos convidados a florir
Para não deixar cair a nossa raison d’etre?
No vazio e na angústia de não sermos nada
Só porque nos recusamos a sair para o mundo
E dar um salto profundo … no desconhecido
Enquanto construímos o nosso universo paralelo
Aonde só entra quem quer, fica quem
Se revê no que lê e não quer nada em troca
E a vida vai … em busca de algo novo
E duradouro…
E quando avançamos pelo nosso querer como
Quem rompe o mar com as anosas barcaças de
Antanho somos conquistados por aquela suave calma que nos invade e percebemos que a felicidade é o sorriso da alma.