sexta-feira, 21 de março de 2025

Vontades

Quebro o espaço 

Escrevo em busca de mim 

Vi o meu espírito passar por aqui

Mesmo a bocado…

Queria agarrar o tempo 

E mandar nele …

O que é impossível de facto. 

Então largo as amarras, 

Olho o horizonte mais uma vez 

Sigo para a frente sem olhar

Para trás…

Quero um objetivo 

Ou quero o processo que me fará

Alcançar o meu anseio?

Só não me peçam para 

Do nada tirar tudo 

Porque sem estudos, preparação 

Coragem e vontade não conseguimos 

Alcançar nada, 

É como subir 

Uma estrada sem saída 

E depois para aonde vamos?

O caminho, o desatino, alguns só te querem iludir com

Promessas de ouro fácil, 

Tesouros escondidos para lá do horizonte… 

Querem te levar para sítios sem saída 

E tu resistes e eles puxam- te para te convencer 

Que pertences noutro lugar. 

Mas tu sabes perfeitamente aonde tens de estar 

Para cresceres e concretizares os teus anseios.   

Os cães ladram, o barco abana, a dúvida 

Invade a nossa alma …

Mas la à frente sorris porque concretizaste mais um objetivo, 

Os outros perdem-se porque não sabem o que querem 

Mas isso não te diz respeito. 

O homem olha para o abismo, o abismo olha 

Para o homem, 

E é nesse momento que se vê o seu verdadeiro carácter

Só salta para o desfiladeiro quem quer.  

Sorri em silêncio quando conquistares algo 

A tanto tempo por ti aguardado, 

Porque quebras-te o espaço com o teu querer 

Subiste à superfície para respirar 

Engoliste o ar que dura uma vida 

Pela tua vontade 

E ao sabor do teu mar 

Criaste um Sol só para ti …

E quando conquistares alguma coisa 

Pelo qual tanto lutaste 

Por entre rochedos, mar picado, e ondas gigantes 

Sorri e comemora em silêncio. 

Por essa razão, 

O de já teres conquistados tantos sonhos 

Segue o teu caminho …

E de vez  enquanto vais  conseguir mais um feito 

Para aonde os outros vão não te diz respeito.   

Por mim éramos todos vencedores. 




 




segunda-feira, 3 de março de 2025

Uma borboleta no molhe

Uma borboleta de longas asas e pequenas penas, poisada num molhe ao pé da praia olhava para o mar. Nunca tinha observado tanta água na sua vida e estava maravilhada por aquele espetáculo. Tinha coisas para fazer objetivos e metas por si definidos para concretizar mas não lhe estava a apetecer trabalhar. Foi quando observou um ramo na água poisado, e pensou e se pousa-se no ramo e fosse por ali fora ao encontro do desconhecido, de novas flores, terras, e amores?

Algumas borboletas poisaram no meio da areia num ramo a alguns metros da protagonista da nossa história,  e olharam para ela e abanaram as asas convidando-a a ir para ao pé delas, mas de uma forma inusitada a borboleta decidiu ir em direção ao mar poisando no  ramo que boiava no meio da água, as correntes levaram-a  para longe da praia, a borboleta estava fascinada por tudo o que via e ansiosa por descobrir, novas flores, terras e amores. Foi quando para o seu espanto percebeu que havia um pequeno tubarão azul a nadar ao seu lado. E ia e vinha passando ao lado do ramo onde a borboleta estava poisada.

 O tubarão tentou apanhar a borboleta… com um salto repentino. 

< Que fazes porque estás a tentar apanhar-me?>

< Apanhar-te? Não estás enganada estou só a nadar por aqui quero conhecer melhor estas águas.>

O tubarão voltou a tentar apanhar a borboleta com a sua boca cheia de dentes afiados. 

A borboleta levantou voou ficando a pairar a poucos metros do ramo onde estava poisada. 

<Voltaste a tentar apanhar-me porque?>

<És assim tão ingénua? Está na minha natureza tenho de caçar para sobreviver. Mas a ti nunca te faria mal porque já me afeiçoei à tua beleza e simplicidade.

A borboleta achou que o tubarão falava a verdade e desceu um pouco no espaço, triste por ter duvidado do tubarão, sem se aperceber ficou a mercê do tubarão que num salto apanhou a borboleta. 

A borboleta aflita dentro da boca do tubarão sabia que a única hipótese que tinha era esperar que o tubarão abrisse a boca por, um momento e a partir daí fugir. O que de facto aconteceu o tubarão abriu a boca enquanto saltava para fora da água a perseguir um peixe e a borboleta num esforço tremendo consegui voar para  fora da boca do tubarão.

A protagonista da nossa história já muito cansada,  pediu ajuda ao Deus das borboletas via a praia lá ao fundo e já não tinha forças para continuar pensou que ia desmaiar,  ficando a mercê das águas e do tubarão. Subitamente levantou-se um vento por detrás da borboleta que a poisou levemente na areia. 

A borboleta atordoada e extenuada descansou um pouco e pensou que nunca mais confiava seja em quem for, a sua ingenuidade podia lhe ter custada a vida. Por outro lado, tinha de cumprir os seus objetivos e metas por si definidas isso era o mais importante.

Foi aí que se lembrou das borboletas que tinha visto poisadas num ramo a convida-la para ir ter com elas e sorriu, mas para seu espanto já não estavam lá tinham partido para parte incerta.

Moral da história 

Não andes por aí sem objetivos e metas.

Não confies em ninguém. 

A ingenuidade tem limites.

Quando encontrares alguém que gosta de ti não hesites em procurar essa pessoa, porque isso acontece muito raramente. Essa pessoa não vai esperar por ti muito tempo se não agires prontamente. 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

A nuvem

A vida é como se fosse uma nuvem 

Que habita o céu ...

Que se converte e desconverte 

Por vezes surgem imponentes negras como breú 

Outras dispersas pela abóbora celeste deixam o Sol penetrar,

Nos nossos corações e a vida quer fluir e tudo brilha à nossa volta.

E tudo parece feito de algodão doce,

E a nossa existência parece flutuar no espaço tão leve que está.

Mesmo quando estão negras as nuvens 

Nós vamos por ali fora porque a vida não espera por ninguém, 

Existem contas para pagar ... compras para fazer ... trabalho para realizar ...

E resistimos a tudo vagas de tamanho imenso e outras mais pequenas, 

Tapam o nosso horizonte e nós para onde vamos?

Para a frente sempre para a frente ...

Por vezes de mão dada e por vezes sós ...,

Se for preciso vamos às cegas porque temos de descobrir terra firme

Daquela que nos segura com firmeza para podermos descansar…

O nosso corpo e a nossa sapiência.  

No dia seguinte talvez apareça, 

Um raio do Astro Rei para nos salvar ... 

Nós sabemos bem que depois da  tempestade vem a bonança, 

E a vida segue por entre muros e desertos  

Ventos contrários e pântanos gigantes, 

Nesse momento só temos de descobrir o nosso oásis e navegar …

Pelo destino que escolhemos conquistando 

Os nossos sonhos enquanto outros desejos ainda imberbes,

Olham para nós como se nos quissessem desafiar 

E nos sorrimos porque sabemos, 

Que um dia por entre nuvens negras, tempestades

Vagas enomes e outras mais pequenas 

Os vamos conseguir conquistar.

 

 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Valsa prometida

Quando nós cruzamos pela primeira vez

 Éramos uns estranhos 

 Procurávamos algo 

 Que surge ao amanhecer  

 E depois acalma 

 Mas sente-se na alma e parece nunca esmorecer

 O amor. 

 Tu vieste ao entardecer 

 E alguma coisa muito bonita 

 Tinha de acontecer. 

 Conhecemo-nos 

 No casamento do João 

 Quando os nossos olhares se cruzaram

 Pela primeira vez …

 A partir daquele momento 

 Entras-te no meu coração 

 E ainda lá estás como se fizesses parte dele. 

 Parecia que nós conhecíamos à muito tempo

 Trocamos sonhos, planos, objetivos, …     

 Os teus sonhos eram iguais aos meus 

 O que nunca me tinha acontecido, 

 Tantas coincidências ...

 Só podias ser a minha alma gémea

 Mas como o amor não é uma ciência 

 Prometeste-me dançar uma valsa 

 Mas depois alguém te chamou 

 Saíste para outra sala

 E nunca mais 

 Te vi …

 Mas na minha cabeça dançamos essa valsa todos as noites … 

 Tu viste ao entardecer 

  E alguma coisa muito bonita 

  Tinha de acontecer ...

  Conhecemo-nos no casamento do João 

  Quando os nossos olhares se cruzaram pela primeira vez 

  Entras-te no meu coração

  E nunca mais saíste dele…

  Tu viste ao entardecer … como uma  

  Rosa colorida que só floresceu uma vez 

  Mas recuso-me a aceitar isso …

  Continuo à tua espera para dançarmos a nossa valsa 

  Enquanto sorrimos um para outro

  Os nossos sorrisos vão dizer tudo não precisamos de falar só temos de acertar … 

  No ritmo da música 

 Tu vieste ao entardecer …

 E permaneces em mim até o meu corpo se desvanecer 

 Mesmo assim talvez nos encontremos noutra dimensão 

 E vamos fazer dançar o nosso coração 

 Ao ritmo da nossa valsa prometida …

 Tu vieste ao entardecer … e alguma coisa muito bonita tinha de acontecer … tu vieste …

    

         

  

Tempo de avançar

 Quando te reconheceres em alguém 

 Faz tudo ao teu alcance para alcançares 

 O teu elo perdido …

 Sem risco não existe felicidade 

 Para amares tens de conhecer 

 O exterior da pessoa é só um convite 

 Para conheceres quem a pessoa realmente é 

 Pode nem ter nada a haver contigo … não existe 

 Amor sem ilusão, sonho, ou desejo … 

 Só não fiques em cima do muro 

 Enquanto a vida lá em baixo segue o seu caminho 

 Sai da linha do comboio que a locomotiva já passou 

 E aquela viagem não era para ti 

  Muda a agulha, desce o pano sobre essa fase 

  Da tua vida … 

  A boca de cena reservada para ti  

  É noutro sítio as pessoas querem te ver  

  Para isso basta seres um vencedor 

  Só não fiques parado ao sabor do vento  

  Quando o comboio já passou a tanto tempo ....

  Tens de fazer o amor acontecer

  Arrisca tudo ao entardecer quando o amor se mostra 

  Sorridente e tu estás pronto para te envolver 

  Em mais uma aventura dos sentidos ...  

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Está Sol não inventes chuva

Está Sol não inventes chuva 

E a vida vai …

Qual cavalo selvagem dá coices 

Por vezes dói …

Mas se fores construindo uma armadura 

Ao longo da tua existência …

É tudo suportável só não construas sonhos 

Aonde existem pântanos 

Ai nada cresce nem o amor floresce. 

A vida não é uma penitência …

Não cantes vitória antes do tempo  

Não deixes que aquilo que desejas 

Mande na tua vida 

Tu és o teu principal cliente 

E as pessoas vão e vêem  

Poucas são as que ficam 

Só esses ou essas que são os teus amigos (as) 

Os que ficam ao pé de ti nos bons e maus 

Momentos …

E quem passou, parou e foi embora? 

Barcos que passam a noite

Levam alguma coisa de nós 

Deixam ficar alguma coisa deles 

E tu vais por onde bem entendes  

Está Sol 

Quando percebes quem és 

Sabes o que queres 

Agarras as rédeas da tua vida 

E por aí vais … 

Está Sol não inventes chuva …

E não vivas tanto a tua vida  no teu pensamento.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Primeiro amar depois …

Primeiro amar depois filosofar 


Andas numa roda viva 

Mas sabes para aonde vais 

As mulheres vão e esvoaçam e passam

Por ti levantando com elas uma suave brisa 

Matinal e tu vais atrás como um pássaro 

Que se eleva no espaço para as apanhar …

Depois vem o mar de senhoras 

Antes da tempestade vem sempre um 

Mar de senhoras … a seguir vem a poesia para 

Te segurar … de outra forma para onde vais?

Leste os filósofos antigos 

E os novos … quando passeavas ao luar 

À procura de respostas que nunca deixaste de 

Questionar … 

Questões … questões …questões …

Todos temos questões 

Mas se soubermos para aonde vamos 

As portas vão se abrindo  

É nós vamos passando 

Por várias fases misturando 

Cores, sabores, emoções, amores 

Construindo paredes 

Abrindo portas 

Fechando outras 

Escalando encostas …

Rasgando horizontes com a força do nosso interior 

Para ficarmos diante do nosso Sol, céu e  mar 

Que construirmos com as nossas mãos 

O resto o que é?

Barcos que passam à noite à procura de um porto 

Para deitar amarras e passear no molhe

Cada um procura o seu destino ou é

O destino que nos escolhe a nós?


 


 


Tento

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