Uma borboleta de longas asas e pequenas penas, poisada num molhe ao pé da praia olhava para o mar. Nunca tinha observado tanta água na sua vida e estava maravilhada por aquele espetáculo. Tinha coisas para fazer objetivos e metas por si definidos para concretizar mas não lhe estava a apetecer trabalhar. Foi quando observou um ramo na água poisado, e pensou e se pousa-se no ramo e fosse por ali fora ao encontro do desconhecido, de novas flores, terras, e amores?
Algumas borboletas poisaram no meio da areia num ramo a alguns metros da protagonista da nossa história, e olharam para ela e abanaram as asas convidando-a a ir para ao pé delas, mas de uma forma inusitada a borboleta decidiu ir em direção ao mar poisando no ramo que boiava no meio da água, as correntes levaram-a para longe da praia, a borboleta estava fascinada por tudo o que via e ansiosa por descobrir, novas flores, terras e amores. Foi quando para o seu espanto percebeu que havia um pequeno tubarão azul a nadar ao seu lado. E ia e vinha passando ao lado do ramo onde a borboleta estava poisada.
O tubarão tentou apanhar a borboleta… com um salto repentino.
< Que fazes porque estás a tentar apanhar-me?>
< Apanhar-te? Não estás enganada estou só a nadar por aqui quero conhecer melhor estas águas.>
O tubarão voltou a tentar apanhar a borboleta com a sua boca cheia de dentes afiados.
A borboleta levantou voou ficando a pairar a poucos metros do ramo onde estava poisada.
<Voltaste a tentar apanhar-me porque?>
<És assim tão ingénua? Está na minha natureza tenho de caçar para sobreviver. Mas a ti nunca te faria mal porque já me afeiçoei à tua beleza e simplicidade.
A borboleta achou que o tubarão falava a verdade e desceu um pouco no espaço, triste por ter duvidado do tubarão, sem se aperceber ficou a mercê do tubarão que num salto apanhou a borboleta.
A borboleta aflita dentro da boca do tubarão sabia que a única hipótese que tinha era esperar que o tubarão abrisse a boca por, um momento e a partir daí fugir. O que de facto aconteceu o tubarão abriu a boca enquanto saltava para fora da água a perseguir um peixe e a borboleta num esforço tremendo consegui voar para fora da boca do tubarão.
A protagonista da nossa história já muito cansada, pediu ajuda ao Deus das borboletas via a praia lá ao fundo e já não tinha forças para continuar pensou que ia desmaiar, ficando a mercê das águas e do tubarão. Subitamente levantou-se um vento por detrás da borboleta que a poisou levemente na areia.
A borboleta atordoada e extenuada descansou um pouco e pensou que nunca mais confiava seja em quem for, a sua ingenuidade podia lhe ter custada a vida. Por outro lado, tinha de cumprir os seus objetivos e metas por si definidas isso era o mais importante.
Foi aí que se lembrou das borboletas que tinha visto poisadas num ramo a convida-la para ir ter com elas e sorriu, mas para seu espanto já não estavam lá tinham partido para parte incerta.
Moral da história
Não andes por aí sem objetivos e metas.
Não confies em ninguém.
A ingenuidade tem limites.
Quando encontrares alguém que gosta de ti não hesites em procurar essa pessoa, porque isso acontece muito raramente. Essa pessoa não vai esperar por ti muito tempo se não agires prontamente.