Tento
Tento escrever dias, noites e silêncios
Procuro em mim algo que esclareça
Quem sou …
As flores do meu jardim
Olham-me esperando algo novo para as animar e fazer sorrir …
Ouço o piano dos prados
Para tentar descobrir o que colocar
No próximo ditame
Que a minha alma produzir …
A poesia é uma espécie de água benta
Aonde lavo os meus pecados
Mas estes já cá estavam antes de nascer …
Fazem parte da condição humana de todos nós.
Cada um tem a sua razão
A sua verdade …
E a sua história para contar
Á quem a esconda não os levo a mal existem coisas que é melhor nunca revelar.
Joguei ás cartas numa jangada perdida
No rio …
Mas por pouco tempo
A vida não é um jogo de cartas
Mas de xadrez, temos que ter muito cuidado com o caminho que decidimos percorrer
Existem minas por todo lado.
Tentei fixar paisagens
Amores, desejos e vontades …
Imitar Alexandre “o grande” nos seus combates …
E conquistar o mundo com a minha Arte.
Subo nos ombros de gigantes
Para ver mais longe
Derrubo muros com a fronte
Lá ao longe vejo qualquer coisa profunda, pura e diferente …
Não com os olhos mas com a mente …
É preciso reinventar a Arte o mundo as pessoas …
O amor e tudo e tudo e tudo …
A poção mágica da evolução
É a nossa salvação … sempre foi e será …
E o mundo vagueia no espaço
Por entre estrelas e cometas, luas e planetas,
Á procura de um caminho seguro
E de um melhor futuro que tarda em se materializar.