Não posso fazer nada
A não ser contemplar
O teu rosto ...
E escutar o bater do teu coração
Na minha alma
Não posso fazer mais nada.
Tens o coração preenchido
Aonde não cabe
Nem o vislumbre …
De uma alma que outrora
Sonhou em te ter.
Não posso fazer nada
A não ser contemplar
O teu rosto ...
E escutar o bater do teu coração
Na minha alma
Não posso fazer mais nada.
Mas no jardim por aonde deambulo
As flores mais graciosas lembram-me
Das palavras ditosas
Que nunca te direi ...
E das rosas que te queria dar
Mas nunca te darei.
Qual o caminho que te deveria
Ter seguido? Para poder
Percorrer as minhas mãos
Pelo teu umbigo e pelos teus cabelos
E contar-te os meus segredos logo
Pela manhã?
Não posso fazer nada
A não ser contemplar
O teu rosto …
E escutar o bater do teu coração
Na minha alma
Não posso fazer mais nada.
Tento compreender aonde falhei
Queria a coroa de Rei do teu amor
Só faltou mesmo conquistar-te
O resto fiz tudo bem …
No meio das trovas e das quadras
Sento - me nas escadas do teu prédio
E espero que me convides para conversar
Para poder procurar
Aonde escondes o teu amar.
Mas enquanto não me convidas
Não posso fazer nada
A não ser contemplar
O teu rosto …
E escutar o bater do teu coração
Na minha alma
Não posso fazer mais nada …